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Análise Técnica de ações - O que é e como funciona

Capítulo 1

Introdução à Análise Técnica

Se você já leu um pouco sobre Bolsa de Valores, provavelmente percebeu que saber onde e quando investir faz toda a diferença. Em alguns casos, sucesso e prejuízo estão separados por menos de 1 minuto.

Por isso, é tão crucial saber a hora certa de investir. Escolher uma ação com boas perspectivas de valorização é o primeiro passo. O segundo é identificar o momento certo de comprá-la ou vendê-la e, com isso, realizar um lucro interessante.

Quando falamos sobre identificar as melhores oportunidades da Bolsa no curto prazo, não há como ignorar a ferramenta mais poderosa: a Análise Técnica.

É capaz de que você já tenha ouvido falar dela, pelo menos uma vez, durante sua busca por melhores investimentos. Mas se ainda não sabe exatamente o que é e como ela funciona, neste artigo você vai descobrir:

  • O que é Análise Técnica
  • A diferença entre Análise Técnica e Análise Fundamentalista
  • Como funciona a Análise Técnica
  • Como funciona o gráfico de ações
  • Quais os principais indicadores

Ao final, você vai ter entendido o básico de um dos temas mais importantes sobre como investir na Bolsa de Valores. E se quiser aprender muito mais, nós da Toro Investimentos podemos te ajudar.

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Capítulo 2

O que é Análise Técnica?

Vamos direto ao ponto: Análise Técnica, também chamada de Análise Gráfica de ações, é uma ferramenta utilizada por investidores para encontrar as melhores oportunidades de investimento na Bolsa de Valores, especialmente no curto e curtíssimo prazo (Day Trade).

A partir dessa análise, é possível identificar o melhor momento para comprar ou vender uma ação, aumentando as chances de sucesso e diminuindo os riscos de perda.

Isso é possível pois a Análise Técnica utiliza um conjunto de indicadores para observar o movimento de preço de uma determinada ação e, assim, determinar o cenário de maior probabilidade de ocorrer no futuro próximo.

Em outras palavras: essa ferramenta é uma forma de examinar o movimento do mercado a partir de diversas informações e, então, determinar o que tem mais chances de acontecer em breve com os preços de uma ação.

Desse modo, a Análise Técnica consegue ver padrões e apontar com grande possibilidade de acerto se uma ação vai cair ou subir dali a alguns minutos, horas ou dias.

Percebeu uma questão importante aqui? A Análise Técnica não consegue prever o que vai acontecer na Bolsa com certeza. Não se trata de uma definição exata do que vai se desenrolar no futuro, mas sim de um direcionamento para o caminho com mais chances de acontecer e trazer bons resultados.

Mesmo sem conseguir determinar o que o futuro aguarda para esse mercado, a Análise Técnica é uma excelente ferramenta para quem deseja investir no curto prazo. Antes de entender o porquê disso, que tal aprender a diferença entre ela e um outro tipo de análise de ações?

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Capítulo 3

Análise Técnica X Análise Fundamentalista: qual a diferença?

Quem já ouviu falar em análise de ações, sabe que não existe apenas um tipo. Os dois mais conhecidos são a Análise Gráfica (ou Técnica) e a Análise Fundamentalista. Apesar de saber que elas são bem diferentes entre si, muita gente não consegue dizer com clareza quais são essas diferenças.

Para te ajudar nessa tarefa, veja abaixo as definições de cada uma de forma clara e objetiva:

Análise Técnica

Estudo em gráfico do movimento do preço de uma ação, utilizando indicadores de curto prazo, para identificar o cenário de maior probabilidade de acontecer com aquele ativo nos próximos minutos, horas, dias, semanas e até mesmo meses.

Análise Fundamentalista

Pesquisa sobre as perspectivas de valorização de uma ação para um período mais longo, considerando não só seu preço, mas também a saúde financeira e a governança da empresa.


Já deu para entender a principal diferença entre elas, não é? A Análise Técnica é usada por investidores que buscam oportunidades de negócio em um curto espaço de tempo, enquanto a Fundamentalista é mais adequada para quem deseja investir pensando no longo prazo.

A Fundamentalista analisa, por exemplo, balanços financeiros, valor de mercado, desempenho frente aos concorrentes, cenário do setor em que a empresa atua, entre outras informações relevantes. Com isso, é possível apontar se as ações daquela empresa têm boas perspectivas de valorização para daqui a alguns meses ou anos.

Na Toro, encontrar as melhores oportunidades da Bolsa é muito simples. Quando você clicar em ver a tendência nos próximos meses e anos para uma ação do seu interesse, vai ver os detalhes da Análise Fundamentalista que nós fizemos.

De uma forma bem descomplicada, você pode conferir, por exemplo, qual é a visão geral dos nossos analistas e quais são os pontos negativos e positivos daquela empresa.

A Técnica, por sua vez, analisa dados que indicam tendências, padrões e movimentação de uma ação num curto espaço de tempo. Com isso, há a possibilidade de identificar o que tem mais chance de acontecer com aquela ação dali a alguns minutos, horas ou dias.

Uma curiosidade legal: quando for uma tendência para os próximos minutos e para as próximas horas, por exemplo, utilizamos um algoritmo computadorizado. Como dissemos agora pouco, o mercado se movimenta muito rápido. Então, fica muito complicado acompanhar essa movimentação em questão de minutos a olho nu.

É por isso que usamos esse algoritmo: para ter a agilidade necessária para acompanhar o mercado e identificar as melhores oportunidades no curtíssimo prazo.

Quando recomendamos uma operação para os próximos dias ou próximas semanas, você pode ter certeza que ela foi construída pela nossa equipe de analistas. Eles estão o tempo todo de olho no mercado e atualizam essas análises em tempo real.

Devido às suas vantagens, a Análise Técnica é muito utilizada pelos chamados “traders”, pessoas que já têm conhecimento avançado de Bolsa e, em alguns casos, vivem exclusivamente do rendimento de seus investimentos de curto e curtíssimo prazo.

Mas não pense que essa ferramenta é de uso exclusivo de quem entende muito de Bolsa de Valores. Ela de fato exige um conhecimento maior sobre o mercado, mas não necessariamente pode ser utilizada apenas por quem tem diploma em Economia.

Na Toro, nós facilitamos esse processo para você. Agora, você pode ter acesso às melhores oportunidades que a Bolsa oferece, escolhidas a dedo por nossa equipe de especialistas.

Você tem a vantagem de utilizar a Análise Técnica a
favor dos seus objetivos, sem precisar se debruçar sobre
os gráficos para examinar todos dados de uma vez só.

Na nossa plataforma, você pode conferir análises completas e selecionar as melhores oportunidades para o prazo que mais combina com você. E o melhor de tudo: gratuitamente.

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Capítulo 4

Análise Técnica: como funciona

Que esse tipo de análise é muito utilizado por quem investe no curto prazo você já sabe. Também já aprendeu que ela é uma ferramenta muito eficiente para indicar uma oportunidade com grandes chances de sucesso.

Mas, afinal, como isso é possível?

A Análise Técnica é tão eficiente para
os investidores porque se apoia no princípio
básico do mercado: a lei de oferta e de procura.

Seja no supermercado, no mercado imobiliário ou na Bolsa de Valores, os preços são determinados, de certa forma, pelo interesse. Quer ver só? Digamos que você decidiu comprar um apartamento em um bairro que tem vários pontos positivos, como por exemplo transporte, lazer, escolas, mercados, hospitais, etc.

Por conta disso, a vizinhança é muito bem vista e desperta grande interesse de outros moradores da cidade. Então, é bem provável que o valor deste imóvel seja mais alto do que se comparado a um do mesmo tamanho localizado em outra parte da cidade.

O mesmo acontece no supermercado com produtos que estão em maior quantidade ou são menos procurados pelos consumidores. Na Bolsa de Valores, não é muito diferente disso. Ações mais visadas pelos investidores em determinado momento acabam vendo seu preço subir.

Por exemplo, se uma ação custa agora R$50 é porque há investidores dispostos a pagar esse preço por ela. Se após algumas horas ela cai para R$40, por exemplo, provavelmente é porque boa parte dos investidores decidiu vendê-la. Assim, o número de pessoas querendo comprar aquela ação diminuiu, fazendo seu preço cair.

Em resumo: o valor de uma ação é o reflexo da interação entre os compradores e os vendedores na Bolsa.

É claro que nesse investimento tudo acontece bem rápido e a tendência de uma ação pode mudar de alta para baixa, ou vice versa, em muito pouco tempo. É por causa disso que a Análise Técnica é tão necessária.

Ela compreende que o mercado é feito de pessoas e que nós, seres humanos, tendemos a repetir alguns padrões de comportamento. A Análise Técnica, então, utiliza os dados que o mercado expressa continuamente para interpretar a interação entre compradores e vendedores naquele momento.

Com isso, o investidor adquire agilidade para se posicionar ao lado do cenário de maior probabilidade de ocorrer, aumentando suas chances de sucesso. Por outro lado, caso haja uma mudança de planos e o mercado não reaja como esperado, essa análise também oferece o poder de reação necessário para lidar com imprevistos antes que seja tarde demais.

O que determina o preço de uma ação na Bolsa de Valores não é a situação do país, as notícias do exterior, nem a declaração polêmica de alguém. O que forma o valor dos ativos na Bolsa, na verdade, é o modo com que os investidores interpretam esses fatos na hora de realizar seus investimentos.

É por isso que às vezes você pode se deparar por aí com a expressão “o mercado viu tal coisa com otimismo”. Isso significa que a maioria dos investidores interpretou determinado acontecimento com bons olhos e isso teve reflexos na Bolsa de Valores.

A boa notícia é que você não precisa investir à mercê do que acontece no mercado. Nós simplificamos a forma de investir na Bolsa de Valores, deixando tudo mais prático. Na Toro, nós assumimos a responsabilidade de encontrar as melhores oportunidades de investimento para você.

E vamos além: já mostramos cada uma com lucro, prejuízo e tempo estimado. Você só precisa avaliar qual oportunidade se adequa melhor ao seu perfil e clicar em “investir”. Simples assim.

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Capítulo 5

Gráfico de ações

Agora que já sabe como a Análise Técnica funciona, vamos prosseguir para entender quais os instrumentos indispensáveis para se observar o mercado com eficiência. Um deles é com certeza o gráfico de ações.

Para esse tipo de análise, o gráfico é fundamental para estudar os movimentos dos preços. Podemos dizer que ele serve como uma janela, onde podemos assistir em tempo real o que está acontecendo com os compradores e vendedores da Bolsa.

No caso do gráfico de ações, seu papel é basicamente mostrar a movimentação dos preços de uma determinada ação ao longo do tempo. O período pode variar entre minutos, horas, dias, semanas, meses e até anos, dependendo do que você quer analisar.

O gráfico normalmente é composto por dois eixos. Na horizontal, fica o tempo, ou seja, o intervalo entre cada informação que aparece. E na vertical, temos a variação dos preços daquela ação, isto é, seu valor a cada período.

Essa é uma configuração básica, pois existem vários tipos de gráfico de ações. Eles podem ser, por exemplo em:

  • Linha
  • Barras
  • Candlesticks

Entenda um pouco mais sobre cada um deles a seguir.

Gráfico de Linha

O gráfico de linha tem o visual mais básico e funciona de forma muito parecida com os gráficos que você já deve ter utilizado alguma vez na vida para demonstrar um processo de evolução - no trabalho, na academia, nas suas finanças, etc.

Por ser mais simples, ele acaba sendo o mais fácil de utilizar e de entender a interação entre compradores e vendedores.

Ele costuma apresentar apenas o preço de fechamento da ação (quanto ela valia quando encerraram as negociações). Mas, em alguns casos, também pode dar mais alguma informação importante.

Veja abaixo um exemplo de gráfico de linha:

gráfico de ações de linha


Embora ofereça muita praticidade, esse gráfico deixa a desejar em comparação a outros tipos que você verá logo mais.

Gráficos de barras

O gráfico de ações em barras é uma espécie de gráfico de linha mais elaborado, porque oferece mais informações ao investidor. Além de mostrar o preço de fechamento da ação, ele também apresenta a evolução dela em determinado período.

O gráfico de barras também pode demonstrar o preço de abertura (quanto a ação valia quando as negociações começaram), além de valores máximos e mínimos que ela atingiu durante o tempo observado.

Ou seja, em comparação ao gráfico de linha, o de barras oferece mais detalhes ao investidor. Confira um exemplo desse tipo de gráfico:

gráfico de ações de barra


Gráfico de candlesticks

Este gráfico é ainda mais completo do que os dois tipos que acabamos de mostrar. Ele fornece basicamente as mesmas informações que o gráfico em barra, a grande diferença é que seu visual é muito mais didático e fácil de entender.

Justamente por isso, o gráfico de candlestick é o tipo mais popular entre os investidores que utilizam a Análise Técnica de ações.

O nome candlestick é por causa de seus elementos principais: os candles, retângulos que têm seu formato mais achatado ou mais alongado de acordo com a movimentação do mercado. Vamos explicar sobre eles logo mais.

No gráfico de candlesticks, os candles que indicam a alta da ação podem ser mostrados sem preenchimento ou pintados de verde. Enquanto os de queda, costumam ser ilustrados em vermelho. Entenda essa configuração no exemplo a seguir:

gráfico de candlestick


Veja as ações que podem subir nos próximos minutos.

Veja agora
Capítulo 6

Candles

De forma bem objetiva: um candle representa a movimentação dos preços de uma ação no mercado por um determinado período de tempo. Esse período pode ser de apenas alguns minutos, algumas horas, dias, semanas, meses e até anos. Por exemplo:

  • Em um gráfico configurado para um período de um dia, ou seja, diário, cada candle representa um dia de negociação de uma ação. Assim, cada um informa o preço de abertura, de fechamento, a máxima e a mínima daquele dia.

  • Em um gráfico configurado para um período de uma semana, isto é, semanal, cada candle representa uma semana de negociação. Portanto, cada um informa o preço de abertura, de fechamento, a máxima e a mínima registradas naquela semana por uma ação.

Os candles conseguem mostrar, do jeito mais prático e didático possível, o máximo de informações sobre os preços de uma ação. Dessa forma, os investidores conseguem identificar o lado mais forte da interação que ocorre entre compradores e vendedores na Bolsa.

Que tal entender melhor a composição de um candle?

O corpo do candle é formado por um retângulo e indica os valores registrados pela ação na abertura e no fechamento das negociações. Ou seja, mostra qual era o preço da ação no momento em que começaram as negociações e também qual era o valor quando elas terminaram.

Além disso, o candle possui linhas verticais em seu topo e também na sua base. No mercado, elas são chamadas de sombras pelos investidores e analistas. A de cima indica o preço máximo que aquela ação atingiu no período e a de baixo indica o preço mínimo registrado.

Entenda a configuração de um candle na imagem a seguir:

candle-de-baixa-candle-de-alta


Percebeu algo diferente no esquema aqui de cima? O preço de encerramento e de abertura podem vir tanto em cima quanto embaixo do candle. Isso acontece porque, como você verá logo mais, um candle pode indicar tanto que uma ação caiu quanto que uma ação subiu.

O preço de encerramento aparece na parte de cima do candle se houve alta de preços e na parte de baixo se ocorreu uma queda. No caso do preço de abertura, a dinâmica é o contrário. Na alta, o valor de abertura vem embaixo e quando houve queda, o preço de abertura aparece em cima do candle.

É importante saber que um candle pode ser mais alongado ou achatado de acordo com a diferença dos preços de abertura e de fechamento. Ou seja, se uma ação começou o período com um preço de R$20 e encerrou em R$100, o formato do candle vai ser mais comprido do que o de um candle em que a ação iniciou em R$20 e fechou em R$21,50.

As sombras também seguem a mesma lógica. Se a ação atinge um valor máximo ou mínimo muito distante do preço de abertura ou de fechamento, a sombra tende a ficar mais comprida. Por outro lado, se a máxima e a mínima ficam próximas dos valores de abertura e encerramento, as sombras costumam ser mais curtas.

É por isso que no gráfico os candles têm comprimentos e sombras de tamanhos diferentes. Olha só:

grafico-acoes-candles


Para facilitar ainda mais esse raciocínio, conheça agora os tipos de candle e suas principais características.

Tipos de candle

Na hora de utilizar a Análise Gráfica de ações e analisar o gráfico de candlestick, é preciso saber as diferenças entre dois tipos de candle: de alta e de baixa. A diferença entre eles é que, no candle de alta, o preço de fechamento (o último valor registrado no período) ultrapassa o preço de abertura do mercado (o preço do primeiro negócio que ocorreu).

Por exemplo: vamos imaginar que, quando o mercado abriu, uma ação foi negociada pela primeira vez por R$15 e pela última vez a R$17. Ou seja, ela fechou o período em alta, já que subiu R$2.

Nesse caso, essa situação seria representada por um candle de alta. Como este aqui:

candle de alta-1


No candle de baixa ocorre o contrário. Digamos que, quando o mercado abriu, uma ação foi negociada pela primeira vez no preço de R$ 17 e teve seu último negócio fechado por R$ 15. Dessa forma, houve queda de R$2. Então o candle seria de baixa, como este a seguir:




Candle de reversão

Como já deve ter percebido, o preço de uma ação não sobe ou cai em linha reta. O gráfico geralmente mostra uma movimentação irregular e ela acaba permitindo o surgimento de candles de reversão.

Os candles de reversão são candles em um gráfico que indicam que o preço de uma ação que estava caindo pode voltar a subir. O contrário também vale: esse candle também pode indicar que o preço que estava subindo, mas logo mais pode começar a cair.

Fazendo uma comparação bem simples esse movimento é parecido com o que vemos quando jogamos uma bolinha de tênis no chão. Sabemos que ela cai, bate no chão e tende a subir em seguida.

Você pode estar se perguntando como identificar esse tipo de candle. A resposta é simples: no caso em que uma ação que estava caindo pode voltar a subir, o candle é chamado de “reversão para alta” e tem como característica principal uma sombra inferior longa.

Lembra que explicamos o que é uma sombra? É aquela linha acima e abaixo do candle que indica o preço máximo e mínimo que a ação atingiu naquele minuto, hora, dia, semana, mês ou ano. No caso do candle de reversão para alta, a sombra de baixo é maior, isto é, indica que o preço mínimo registrado para aquela ação no momento está mais distante do preço de encerramento.

É como se uma ação que já estava caindo há algum tempo, fosse negociada a R$5, registrando esse valor como o menor preço durante um certo período. Mas antes do pregão terminar, ela tivesse se recuperado e conseguido encerrar no preço de R$15. Ou seja, ela chegou a ser negociada a R$5, mas se recuperou a tempo e fechou o período valendo o triplo.

Veja no gráfico a seguir como uma ação que estava em queda registra um candle com sombra inferior maior e depois acaba apresentando candles em tendência de alta.

candle-de-reversao-para-alta


No candle de reversão para baixa, o movimento é o contrário do que acabamos de explicar. A ação que estava subindo, apresenta um candle com sombra de cima maior, ou seja, preço máximo mais distante do preço de abertura, e logo em seguida indica uma tendência de queda.

Nesse caso, o gráfico seria como este aqui:

candle-de-reversao-para-baixa


Essas possíveis mudanças de trajetória de uma ação podem assustar à primeira vista, porque mostram como o mercado é dinâmico e pode mudar a qualquer momento.

Por isso a Análise Técnica é tão importante, já que com ela conseguimos observar essa movimentação, identificar o momento certo de aproveitar uma boa oportunidade de investimento e reagir a tempo caso algo não aconteça como esperado.

É por isso que nós da Toro temos uma equipe de analistas excelentes de olho no mercado fazendo análises e indicando a você as melhores oportunidades da Bolsa.

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Candle de força

Um candle de força, ao contrário do que acabamos de ver, não indica uma mudança de cenário. Na verdade, ele mostra que a tendência que estamos vendo no gráfico de ações tem grandes chances de continuar.

Os candles de força também têm dois tipos, de alta e de baixa. O candle de força de alta demonstra que uma ação que já estava subindo tem grandes possibilidades de continuar subindo. Ou seja, ele confirma a tendência de
alta que estamos observando naquele momento.

Podemos verificar isso pela linha (ou sombra) curta que se forma em cima do candle. Isto é, o preço máximo da ação está muito próximo do preço de encerramento. Outro aspecto que ajuda a reforçar a tendência de alta é a diferença entre o preço de abertura e de encerramento no candle.

Isso mostra que a ação abriu com um valor e foi se valorizando até fechar bem próximo da máxima atingida no período, indicando que há uma força maior para comprar aquela ação no momento.

Quer um exemplo? Imagine que a ação de uma empresa abriu com o preço de R$10, chegou a valer R$ 10,52, mas encerrou em R$ 10,50. Seu candle de força de alta seria assim:

candle-de-forca-de-alta


Quando ocorre o candle de força de baixa, o movimento é inverso. Ele indica que uma ação que estava caindo tem grandes chances de continuar desse jeito por um tempo.

Dessa forma, esse tipo de candle tem a linha inferior curta, mostrando que o preço de encerramento daquela ação foi bem próximo do preço mínimo que ela atingiu no período. Além disso, o preço de abertura tem uma diferença maior em relação ao preço de encerramento, fato que indica que a ação caiu de preço com mais intensidade.

Por exemplo, uma ação iniciou o dia com valor de R$10, atingiu a mínima de R$ 9,70 e fechou com preço de R$ 9,72. Isso mostra que há um movimento mais forte do mercado para vender aquela ação, fazendo seu preço cair.

Veja o candle de força de baixa deste exemplo:

candle-de-forca-de-baixa


Capítulo 7

Principais indicadores da Análise Técnica

Topos e Fundos

Lembra quando falamos que os preços de uma ação não se movem em linha reta? De fato, o movimento é bem menos linear e se parece bastante com um zigue-zague, pois pode flutuar para cima ou para baixo. Essas oscilações colaboram para formar os topos e os fundos no gráfico de ações.

Esses topos e fundos que são registrados no gráfico são um indicador importante para a Análise Técnica, pois ajudam a apontar a tendência principal de uma ação, se ela está caindo ou subindo por exemplo.

Desse modo, quando ocorre uma tendência de alta, conseguimos ver no gráfico de ações a formação de topos e fundos em preços cada vez maiores. Por isso, para constatar que uma determinada ação está em tendência de alta, precisamos observar pelo menos alguns topos e fundos seguidos que estejam subindo.

Veja no exemplo a seguir como os topos e fundos formam uma espécie de escada, com movimento para cima:

topos


Por outro lado, quando a ação está com uma tendência de baixa, os topos e fundos se formam em níveis gradualmente menores. Então, para identificar uma tendência de baixa para uma ação, é preciso observar pelo menos alguns topos e fundos seguidos que estejam descendo.

Veja no exemplo a seguir como os topos e fundos formam uma espécie de escada, com movimento para baixo:

fundos


Por ser tão fácil de identificar visualmente, podemos dizer que os topos e fundos vistos no gráfico são um método extremamente simples e eficaz de apontar a tendência principal de uma ação em um certo período de tempo.

Que tal saber quais ações estão em alta agora? Na Toro, temos uma área especial para te mostrar quais ações têm grande potencial de valorização. Basta escolher aquelas que mais se adequam ao seu perfil e começar a investir.

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Suporte

Para te explicar de um jeito bem prático o que é suporte, vamos comparar a relação entre compradores e vendedores na Bolsa de Valores a uma guerra entre dois exércitos, sendo que o resultado do embate entre eles é o que forma o preço de uma ação.

No caso do suporte, podemos imaginar que ele se comporta como uma trincheira do exército de compradores. Dessa forma, quando uma ação atinge um certo valor de suporte, podemos dizer que ela chegou a uma região em que há maior concentração de pessoas interessadas a comprá-la naquele valor.

Com isso, seu valor tende a subir, já que agora existe um número maior de investidores querendo comprar essa ação.

O suporte é um patamar de preço que uma ação em queda atinge e logo depois volta a subir. Isso acontece porque quando ela chega a esse valor uma grande quantidade de compradores volta a se interessar em comprá-la, fazendo seu preço aumentar.

Encontrar suportes por meio da Análise Técnica de ações é um método interessante para identificar bons pontos para comprar ações, pois será possível adquiri-la por um valor baixo, sabendo que ela tem grandes chances de se valorizar em breve.

Mas como fazer para encontrar um suporte? A solução é simples: basta traçar uma linha horizontal no gráfico tocando os fundos formados pela tendência de queda que a ação está apresentando no momento. Você consegue ver essa linha traçada em verde no gráfico abaixo:

suporte


Viu que, nesse zigue-zague do mercado, a ação atingiu o mesmo suporte mais de uma vez e começou a subir logo em seguida? Esse é um bom sinal, já que quanto mais vezes a ação atingir esse preço e se valorizar depois, mais confiável será esse suporte.

Isso também indica que, se comprarmos uma ação com os preços bem próximos do suporte, estaremos entrando na guerra ao lado de um exército de compradores, o que pode incentivar os preços daquela ação se valorizar.

Resistência

Resistências têm um funcionamento bem parecido ao dos suportes. A grande diferença é que uma resistência indica um patamar de preço para uma ação parar de subir e então começar a cair.

Ou seja, ao contrário do suporte, resistência é o ponto alto que uma ação atinge enquanto está se valorizando para, logo em seguida, apresentar queda no seu preço.

Para identificar a resistência de uma ação é bem simples. Basta traçar uma linha horizontal ligando os topos formados por ela recentemente. Veja só:

resistencia


Essa linha horizontal vermelha que você vê atravessando o gráfico de ações, é a resistência dessa ação naquele momento.

Como você pode perceber, há vários pontos em que a ação sobe, toca a linha de resistência e depois volta a cair. Isso mostra que quando a ação chega a determinado valor, surgem mais investidores querendo vender a ação por aquele preço, fazendo ela se desvalorizar devido ao aumento de oferta.

Utilizar a Análise Técnica para identificar uma resistência é muito importante para agirmos de acordo com a vontade do exército de vendedores. Isso porque a resistência indica o momento em que a força dos vendedores aumenta e pode provocar queda dos preços em breve, apontando o momento mais oportuno para vender uma ação antes que ela se desvalorize.

Bandas de Bollinger

Apesar de muitas pessoas que não entendem como a Bolsa de Valores funciona acharem que o preço das ações sobe e desce de forma descontrolada, a realidade não é bem assim.

As bandas de Bollinger são uma ótima forma
de provar que o valor de uma determinada ação
costuma variar dentro de um limite.

Podemos pensar nesse indicador como a média de temperatura de uma cidade. Você provavelmente sabe dizer a temperatura que sua cidade costuma ter no verão. Ela pode oscilar, por exemplo, entre 27 e 31 graus nessa época do ano. Talvez um dia ou outro, ela chegue a 32 graus, mas a média sempre acaba ficando abaixo disso.

Essa lógica é muito parecida com as bandas de Bollinger. Digamos que uma ação costuma variar de preço entre R$20 e R$60. Em alguns momentos, ela pode valer R$18 ou R$65, mas no fim das contas ela sempre acaba voltando para sua faixa média de preço.

Então, quando delimitamos essa faixa, temos uma ferramenta muito boa em mãos. Veja só: se a ação que acabamos de citar ultrapassa sua máxima de costume e chega a valer R$63, nós temos a vantagem de saber que ela logo mais poderá voltar a valer menos que isso.

Portanto, se você tinha comprado a ação por R$45, por exemplo, seria interessante vender essa ação enquanto ela ainda vale R$63 e, assim, ter um bom lucro.

As bandas de Bollinger são formadas por duas linhas: uma inferior e outra superior. A de baixo, indica o valor mínimo que uma ação costuma registrar, enquanto a de cima indica o preço máximo que ela costuma valer.

Dessa forma, quando a ação chega próximo do valor mínimo, podemos identificar um bom momento para comprá-la a um preço menor e aguardar sua valorização para vendê-la, especialmente se ela chegar perto da linha de limite máximo.

Na imagem abaixo, podemos ver as bandas de Bollinger bem definidas pela área em cinza:

analise-tecnica-bandas-de-bollinger


Índice de Força Relativa (IFR)

Podemos entender este indicador como uma pausa do mercado antes de continuar na sua tendência principal. É como se você estivesse fazendo uma viagem longa de carro em que, em determinado momento, precisasse parar para colocar mais combustível e poder seguir viajando.

Na Bolsa de Valores, podemos identificar o IFR a partir dessa indicação de que o mercado está prestes a tomar fôlego, antes de continuar caindo ou subindo.

Para medir esse indicador, utilizamos uma linha que varia entre 0 e 100. Esse número pode aumentar ou diminuir de acordo com o movimento do mercado. Por exemplo: se o valor chega a 95, podemos entender que os compradores estão avançando, mas precisam parar para respirar um pouquinho antes de continuar empurrando os preços da ação para cima.

Assim sendo, quando ocorre essa pausa rápida, o IFR aponta que a ação pode cair no curto prazo, antes de voltar a subir. No dicionário do mercado, chamamos esse momento de sobrecompra.

Veja a indicação dessa situação na imagem abaixo:

ifr-sobrecompra


Por outro lado, algo parecido acontece quando uma ação está caindo. Só que, nesse caso, quando o valor do IFR chega a 5, temos a indicação de que a ação que estava em queda pode subir no curto prazo, para depois voltar a cair, mostrando que os vendedores em breve darão uma pausa antes de continuar pressionando o preço da ação para baixo.

Veja esse momento, chamado de sobrevenda, ilustrado no gráfico abaixo:

ifr-sobrevenda


Por ser fácil de aplicar e observar no gráfico, o Índice de Força Relativa é um indicador bastante utilizado pelos investidores, especialmente para identificar uma mudança, mesmo que breve, na tendência de uma ação.

Médias móveis

O próprio nome das médias móveis já dá uma dica do que elas significam. Elas são uma forma de identificar o equilíbrio dos preços no mercado, indicando a tendência de alta, neutra ou baixa para uma ação.

A palavra média está ligada ao fato de utilizarmos duas médias de períodos diferentes, normalmente uma de curto prazo e outra com um prazo maior. Elas também são chamadas móveis porque de tempos em tempos renovamos os dados e passamos a usar dados mais recentes.

Vale dizer que este é um tipo de indicador de Análise Gráfica de ações bastante utilizado pelos investidores iniciantes, por ser mais simples de usar.

No entanto, aqui vai um lembrete: as médias móveis costumam ser mais indicadas para observar a movimentação dos preços de uma ação no mercado por um certo período, mostrando uma tendência, do que para indicar um momento exato de comprar ou vender aquela ação.

É como se você estivesse querendo perder peso e resolvesse fazer um acompanhamento na balança com uma boa frequência. Quando você analisa seu peso de um dia para o outro, pode ser que não consiga perceber uma tendência para emagrecer.

Por outro lado, depois de pelo menos uma semana, você já consegue comparar os valores do ponteiro da balança anotados durante esse tempo e fazer uma média. Aí fica mais fácil confirmar se você perdeu peso mesmo, engordou ou ficou na mesma.

Voltando para o ambiente de investimentos, as médias móveis no gráfico de ações aparecem em linhas. Igual a esta imagem:

medias-moveis


Neste exemplo, a média móvel de curto prazo está indicada pela linha verde e a média de prazo maior representa a linha vermelha.

Volume financeiro

Para entender como esse indicador funciona, vamos pensar de novo na interação entre investidores na Bolsa de Valores como uma guerra entre dois exércitos. Um deles pode estar em maior número, enquanto o outro pode ter bem menos soldados.

Na Bolsa, a relação entre compradores e vendedores pode ser entendida nessa lógica, onde o número de soldados de cada exército é representado pelo volume financeiro.

O volume financeiro, portanto, é o indicador da Análise Técnica que aponta a quantidade de dinheiro negociada
na Bolsa de Valores durante um certo período.

Podemos ver essa informação na parte de baixo do gráfico de ações, bem próximo da linha do tempo. O volume é apresentado em barras e cada uma delas se refere a um candle específico. Veja na figura a seguir:

volume-financeiro


É muito importante observar esses dados pois uma tendência de alta junto a um volume financeiro alto, tem mais força. Afinal, a chance de um exército mais numeroso ganhar a guerra é muito maior, concorda?

A boa notícia é que não precisamos ficar assistindo essa batalha de fora, sem conseguir tirar proveito disso. Com esses indicadores da Análise Técnica, podemos enxergar como os investidores estão se posicionando naquele momento e, então, definir nossa posição de acordo com isso.

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Veja agora
Capítulo 8

Resumo da Análise Técnica de ações

Depois do tanto de informação que você aprendeu neste artigo, imagino que esteja se perguntando como utilizar todos esses indicadores da Análise Técnica para decidir onde e quando investir na Bolsa de Valores.

Com essas definições bem frescas na sua cabeça, não se esqueça do mais importante que ensinamos aqui:

Análise Técnica de ações

analise-tecnica

A Análise Técnica de ações, também conhecida como Análise Gráfica, é uma das ferramentas mais poderosas utilizadas por investidores inteligentes na hora de encontrar oportunidades no curto e curtíssimo prazo.

Preço de uma ação

preço de açoes

O preço de uma ação é formado pelo resultado da interação entre compradores e vendedores na Bolsa de Valores. E são os indicadores da Análise Técnica que nos permitem ver qual o lado mais forte em determinado momento.

Gráfico de ações

grafico de açoes

O gráfico de ações é a janela pela qual podemos observar essa guerra entre compradores e vendedores. Ele ilustra a variação dos preços de uma ação em determinado período de tempo.

Como você pode comprovar durante toda essa leitura, a Análise Técnica é uma ferramenta essencial para encontrar boas oportunidades na Bolsa de Valores. No entanto, precisamos lembrar mais uma vez: apesar de muito eficiente, ela não consegue prever o futuro com 100% de acerto.

Para aumentar suas chances de sucesso, além de estudar os indicadores da Análise Técnica de ações, é fundamental utilizar uma plataforma de investimentos inteligente. E é exatamente neste quesito que nós, da Toro Investimentos, podemos te ajudar.

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Capítulo 9

Dúvidas frequentes sobre Análise Técnica

A diferença básica entre essas duas análises é: a Análise Técnica observa o movimento do preço de uma ação ou ativo da Bolsa, por meio de um gráfico, para determinar o cenário de maior probabilidade de acontecer nas próximas semanas, horas, minutos, ou dias.

A Análise Fundamentalista, por outro lado, estuda as perspectivas de preço de uma ação para o futuro, considerando não só seu valor no momento, mas principalmente a saúde financeira e a possibilidade de crescimento do negócio.

As duas, na verdade, são a mesma coisa. Análise gráfica é basicamente outra forma de nomear a análise técnica.

A Análise Técnica utiliza os dados que o mercado expressa continuamente para interpretar a interação entre compradores e vendedores na Bolsa, naquele momento. É por isso que, para esse tipo de análise, o gráfico é fundamental. Ele é peça-chave para estudar padrões e tendências e, assim, determinar a partir de dados qual o cenário de maior probabilidade de ocorrer em breve.

Esse tipo de análise pode fazer uso de vários indicadores e, principalmente, conjugá-los para encontrar boas oportunidades de investimento no curto prazo. Alguns exemplos são:

  • Índice de Força Relativa (IFR).
  • Volume financeiro.
  • Suportes e resistências.
  • Topos e fundos.
  • Médias móveis.
  • Bandas de bollinger.

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