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Dólar hoje: veja a cotação da moeda americana e faça a conversão

Conversor de dólar para real

Faça uma conversão fácil, rápida e com dados atualizados do dólar comercial.

 

  • O resultado é apenas informativo e não representa recomendação de compra ou venda.
  • Em dias não úteis, considera-se o valor do dia útil anterior.
  • A Toro não assume responsabilidade pela não simultaneidade ou ausência de dados via mercado, bem como pelos eventuais erros de paridade e falhas de telecomunicação.
Capítulo 1

Qual é o valor da cotação do dólar hoje?

A cotação do dólar hoje é um dado essencial para quem precisa realizar operações financeiras envolvendo a moeda norte-americana.

Além de ser a moeda da maior economia do mundo, os Estados Unidos, o dólar é a moeda de referência global, que serve para balizar os preços de uma vasta gama de bens e serviços e é utilizado em grande parte das transações financeiras internacionais.

Para manter-se informado sobre as variações da taxa de câmbio e tomar decisões mais acertadas, é valioso ter acesso a informações atualizadas e confiáveis sobre o valor do dólar em relação ao real.

Aqui, apresentamos a cotação do dólar hoje com base em fontes oficiais e atualização em tempo real, para que você possa planejar suas transações com segurança e eficiência.

Cotação do dólar atualizada

A seguir, você confere a cotação do dólar frente a algumas das principais moedas do mundo este ano:

 

Lembrando que, assim como todo ativo de Renda Variável, a cotação das moedas é determinada pela relação entre oferta e demanda. 
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Capítulo 2

Cotação histórica do dólar nos últimos anos

A cotação histórica do dólar em relação ao real é uma informação importante para quem precisa analisar as variações da taxa de câmbio ao longo do tempo e, daí, tirar conclusões para estratégias mais assertivas.

Com o gráfico que apresentamos aqui, é possível visualizar a evolução da cotação do dólar desde o ano de 1999 até o fechamento do último mês.

Esse histórico pode ser muito útil para entender as flutuações da moeda norte-americana em relação ao real e identificar padrões de comportamento do mercado, além de tirar conclusões sobre a força da moeda em diferentes cenários econômicos.

Além disso, o gráfico permite comparar a cotação do dólar em diferentes momentos da história, facilitando a análise de tendências de longo prazo para, dessa forma, ter uma visão mais ampla e informada sobre o mercado de câmbio e sobre como diversificar o seu patrimônio.

 

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Capítulo 3

O que é a cotação do dólar e como ela é determinada?

A taxa de câmbio do dólar, que também é a sua cotação, é o valor pelo qual você consegue trocar uma unidade de alguma moeda, como o real, por uma unidade de dólar.

Essa cotação é determinada pelo mercado de câmbio, que é influenciado por diversos fatores, como a oferta e demanda da moeda, a situação econômica dos países, perspectivas econômicas as políticas monetárias adotadas pelos governos e Bancos Centrais, entre outros.

Quando há uma maior procura pelo dólar do que oferta, por exemplo, a cotação tende a subir, já que o preço da moeda está mais alto. Por outro lado, quando há uma maior oferta de dólar do que procura, a cotação tende a cair.

Essa dinâmica é observada diariamente nos mercados financeiros, e a cotação do dólar pode variar constantemente ao longo do dia.

Além disso, há outros fatores que impactam diretamente a expectativa sobre o fluxo cambial envolvem, principalmente: como BC brasileiro age na economia, o nível de endividamento do governo, a inflação, o crescimento do PIB, como as commodities interferem na oferta de dólar no mercado local, eleições, instabilidade política ou econômica e as mudanças nas taxas de juros dos EUA

Fatores que influenciam a cotação do dólar no Brasil

Os principais fatores que vão mexer com o valor do dólar no mercado brasileiro são:
  • Oferta e demanda no mercado.

  • Situação e perspectivas econômicas e curto e longo prazos, além de crises e recessões.

  • Política monetária (mudanças na Selic) e intervenções do BC no mercado de câmbio.

  • Confiança dos investidores estrangeiros no Brasil e estabilidade político-econômica (risco-Brasil).

  • Relação comercial Brasil-EUA e flutuações nos preços das commodities.

  • Taxa de juros do Fed, que pode atrair ou afastar investidores do mercado americano para os emergentes.

Como você sabe, a moeda americana também é considerada um grande porto seguro, afinal ela está vinculada à maior economia do mundo, os EUA, e é utilizada como meio de troca na maior parte das transações internacionais.

Isto faz com que o dólar seja a divisa internacional mais demandada ao redor do planeta, tanto para o comércio quanto para proteção financeira.

Em períodos de maior grau de incertezas, tais como choques de curto prazo ou diante de crises, é normal que os agentes econômicos busquem maior segurança e, portanto, aumentem a demanda pela moeda estadunidense, fortalecendo a sua cotação em relação aos demais pares.

O que faz o dólar subir ou cair?

Alguns fatores recorrentes podem levar à alta ou queda do dólar, tais como:

Mudanças nos juros americanos dos EUA

O aumento da taxa de juros nos EUA pelo Fed aumenta a rentabilidade dos títulos soberanos dos EUA, levando os agentes do mercado a aumentar a demanda por dólares para investir nesses papéis considerados seguros.

Quando o Fed reduz a taxa de juros nos EUA, a rentabilidade dos títulos soberanos americanos diminui, incentivando os agentes do mercado a assumirem mais riscos. Eles vendem dólares para investir em ativos de outras regiões, cujo retorno esperado é maior do que manter o dinheiro em títulos do Tesouro dos EUA, o que enfraquece o dólar.

Alterações na taxa Selic

Taxas de juros menores em títulos públicos brasileiros desestimulam investimentos estrangeiros e internos e aumentam a demanda por dólares, o que diminui as reservas internacionais, enfraquecendo o real e fazendo o dólar subir.

Já os juros altos em títulos públicos federais atraem investidores e aumentam a oferta de dólares no Brasil, fortalecendo o real e reduzindo a cotação do dólar. 

Resultado do balanço de pagamentos

O déficit indica maior saída do que entrada de dólares, reduzindo as reservas internacionais e enfraquecendo o real perante o dólar, o que leva a uma alta na cotação da moeda americana em relação ao real.

O superávit no balanço de pagamentos brasileiro indica mais dólares entrando do que saindo, fortalecendo o real e reduzindo a cotação do dólar. A a economia local passa a ter um maior volume de moeda forte nas suas reservas internacionais, o que torna o real mais forte perante ao dólar.

Apetite ao risco maior ou menor

Em momentos de estresse no mercado, ocorre o movimento de risk-off (fuga de  ativos arriscados) e os investidores buscam produtos financeiros mais seguros, como o dólar e ativos dolarizados, o que aumenta sua demanda e fortalece sua cotação em relação a outras moedas.

Já com a visão positiva do mercado, investidores assumem mais riscos e fazem investimentos em mercados emergentes como o Brasil, vendendo dólares para comprar outras moedas, o que aumenta a oferta de dólares e enfraquece sua cotação em relação a outras moedas. Isso é chamado de movimento de risk-on.

É importante ter em vista que nem sempre a movimentação cambial consegue mostrar uma direção bem definida, onde fica claro o impacto de um único fator de forma isolada.

Isto ocorre porque o câmbio sofre a influência de diversos fatores simultaneamente, sendo que cada qual funciona como um vetor que traciona a cotação da moeda em um determinado sentido.

Por esta razão, é muito difícil ter uma projeção duradoura sobre o comportamento da cotação do dólar para um dado horizonte de tempo.

Afinal, novos componentes podem surgir a qualquer instante e as projeções precisam ser refeitas. Ainda assim, é possível estimar a tendência para a cotação do dólar contra o real com base nas características dos países, EUA e Brasil, e na dinâmica econômica global - ambas as esferas fornecem insumos para compreender se o dólar tende a se fortalecer ou se enfraquecer a longo prazo.

Como a cotação do dólar afeta a economia brasileira?

A cotação do dólar pode afetar a economia brasileira de diversas formas, principalmente por se tratar da moeda mais utilizada nas transações internacionais. Algumas maneiras em que essa influência pode ser percebida no dia a dia incluem:

💰 Importações: quando o dólar está valorizado em relação ao real, as importações tendem a ficar mais caras. Isso pode afetar diretamente o preço de diversos produtos, desde eletrônicos até alimentos importados, o que pode causar um aumento nos preços para o consumidor final.

💸 Exportações: por outro lado, quando o dólar está desvalorizado em relação ao real, as exportações brasileiras se tornam mais competitivas no mercado internacional. Isso pode incentivar a produção de bens para exportação e trazer mais divisas para o país, o que pode ajudar a fortalecer a balança comercial.

✈️ Turismo: a cotação do dólar também mexe com o turismo, tanto para estrangeiros que vêm visitar o Brasil quanto para brasileiros que viajam para o exterior. Quando o dólar está valorizado em relação ao real, as viagens para o exterior podem ficar mais caras, enquanto as viagens de estrangeiros para o Brasil podem se tornar mais acessíveis.

🌍 Investimentos estrangeiros: a cotação do dólar também pode influenciar a entrada de investimentos estrangeiros no país. Quando o dólar está valorizado, pode ser mais atrativo para investidores aplicarem seu dinheiro no Brasil, o que pode trazer mais recursos para a economia local.


Esses são apenas alguns exemplos de impactos que observamos no dia a dia e é claro que muitas outras ramificações existem, seja na alta ou na baixa do dólar.

O que é o fluxo cambial estrangeiro?

Além disso para compreender melhor os movimentos do câmbio, é preciso estar de olho nos dados do fluxo cambial estrangeiro, que nada mais é a diferença entre o que entra e sai de moedas internacionais do Brasil.

Ele é medido pelo saldo entre as entradas e saídas de recursos financeiros em moeda estrangeira no país, como investimentos em ações, títulos e empréstimos.

Esse dado pode dar importantes dicas se há mais dólares entrando do que saindo do país e vice-versa e, desse modo, impactar a direção do dólar.

O fluxo cambial estrangeiro é, portanto, o registro das operações financeiras entre o Brasil e o exterior que envolvem a compra e venda de moedas estrangeiras, como o dólar.

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Capítulo 4

Quais são os tipos de dólar?

Como você viu, o dólar é uma das moedas mais importantes do mundo, e sua influência é tão grande que atinge diversos países. Entretanto, o que muitas pessoas não sabem é que existem diferentes tipos de dólar.

A seguir, veja como funciona o dólar turismo, o comercial e todas as outras variantes.

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Dólar comercial

Utilizado nas transações comerciais, como exportações e importações. A cotação influencia as políticas monetária e externa, desempenho econômico, preços das commodities etc. 

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Dólar turismo

Direcionada aos turistas, é a moeda vendida em casas de câmbio, utilizada para compras fora do Brasil e também para passagens aéreas e hospedagens.

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Dólar paralelo

Representa uma taxa de câmbio informal, não regulada pelo governo, que reflete a oferta e demanda da moeda em um mercado alternativo (não oficial).

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Dólar PTAX

Taxa média de câmbio calculada pelo BC, com base nas cotações do dólar comercial durante um período do dia. É referência para a liquidação de contratos futuros e remessas para o exterior.

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Dólar futuro

É um contrato financeiro, negociado na Bolsa de Valores, que permite a compra ou venda do dólar em uma data futura, a um preço predeterminado para proteção cambial.

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Dólar à vista

Esse tipo de dólar é usado mais por empresas que estão fechando algum negócio entre si. Elas concretizam a negociação por telefone ou internet e registram a operação na B3.

Capítulo 5

Qual é a melhor forma de comprar dólar em espécie?

A melhor forma de comprar dólar em espécie pode variar de acordo com o país em que você está e com as opções disponíveis. Algumas alternativas comuns incluem comprar em casas de câmbio, bancos e agências de viagem certificadas.

É importante pesquisar as taxas e comparar as opções antes de fazer a compra. Também é recomendável evitar compras em locais não confiáveis ou sem autorização, para evitar fraudes ou falsificações.

Lembre-se que a compra de dólar em espécie é somente indicada para o turismo e não é uma boa escolha como investimento, sobretudo no longo prazo.

Investir em moedas estrangeiras em espécie implica em um risco desnecessário, pois a valorização é afetada por vários fatores econômicos difíceis de prever.

Além disso, a inflação do dólar é imprevisível e pode corroer o valor da moeda que você tem guardada. No mais, possuir grandes quantias em espécie pode ser perigoso por perda ou roubo, bem como chamar a atenção da Receita Federal se não for declarado no Imposto de Renda corretamente.

IOF sobre o dólar: o que é e quanto pagar?

O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é um imposto federal incidente sobre diversas operações de natureza financeira, incluindo a compra e venda de moeda estrangeira em espécie e demais transações em dólar, como compras no cartão de crédito.

Em 2022, o governo editou um decreto para reduzir o IOF sobre operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos e valores mobiliários sobre operações de câmbio. A ideia é que a redução seja feita gradualmente até 2028.

Hoje, no caso da compra de dólares em espécie, o IOF atualmente é de 1,1% sobre o valor total da transação. Já na venda, o IOF é de 0,38% sobre o total. Esses valores serão zerado em 2028 e 2029. respectivamente.

Para compras internacionais com cartão de crédito, incluindo aquelas via internet, e remessas internacionais, o IOF era de 6,38% sobre o total até 2022.

Em 2023, essa taxa caiu para 5,38%. Em 2024, passa para 4,38%. Em 2025, será de 3,38% e assim sucessivamente até chegar a 0% em 2028.

Carteiras recomendadas
Capítulo 6

Como investir em dólar no curto e no longo prazo?

No universo dos investimentos, o objetivo é maximizar o retorno e minimizar os riscos. Para maximizar os resultados, é importante selecionar ativos sólidos e com perspectivas positivas de geração de fluxos de caixa crescentes.

Para minimizar os riscos, pode-se selecionar ativos com menor risco ou diversificar a carteira com ativos pouco correlacionados, reduzindo a volatilidade do portfólio.

Em uma carteira diversificada, os movimentos de alguns ativos contrabalanceiam as oscilações de outros, o que pode resultar em uma relação risco x retorno otimizada.

Dessa forma, quando o investidor adiciona investimentos atrelados ao dólar, além de outras aplicações, é possível diminuir o risco total do portfólio de forma significativa. 

Contudo, abre-se mão de uma pequena parcela da rentabilidade. Como o risco diminui de uma forma mais importante do que o retorno, a relação risco x retorno é otimizada, tornando-se ainda mais interessante para o investidor de longo prazo.

Por que investir em dólar?

Entre as vantagens de investir em dólar e investimentos dolarizados, destacam-se:

  • Diversificação geográfica.
  • Proteção contra o risco-Brasil.
  • Exposição a uma moeda forte.
  • Reserva de valor.
  • Acesso a empresas globais.
  • Receber dividendos de empresas que geram receita e lucro em dólar.

Assim sendo, é importante compor uma carteira com ativos com diferentes níveis de correlação a fim de reduzir o risco geral.

Confira, na imagem a seguir, a correlação do dólar com outros ativos e índices:

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O nível de correlação é uma medida estatística que indica a relação entre duas variáveis. Ele varia de -1 a 1, sendo que -1 indica uma correlação negativa perfeita, 0 indica ausência de correlação e 1 indica uma correlação positiva perfeita.

No contexto de investimentos, a correlação é importante para entender como diferentes ativos se comportam em relação uns aos outros. Quando os ativos são pouco ou negativamente correlacionados, os movimentos de uns podem compensar os movimentos de outros, o que pode reduzir o risco da carteira.

Por isso, quanto menor a correlação (mais próximo de -1), mais efetiva pode ser a diversificação na redução do risco.

 

Assim sendo, uma carteira bem construída com ativos dolarizados, boas ações, Fundos de Investimentos, Renda Fixa e outros ativos se torna mais balanceada e sofre menos com a volatilidade, melhorando a relação risco x retorno, ou seja, o quanto você vai ganhar dado o risco que corre. 

Quais são as melhores formas de investir em dólar?

O dólar é uma das moedas mais importantes do mundo e sua valorização ou desvalorização pode impactar significativamente a economia de vários países.

Para investidores, é importante conhecer as melhores formas de investir em dólar, seja para proteger seu patrimônio ou obter ganhos financeiros. Neste tópico, abordaremos algumas opções de investimentos em dólar disponíveis no mercado, incluindo fundos cambiais, fundos que investem no exterior, BDRs, ações, ETFs e mercado futuro.

Assim sendo, as principais maneiras de expor parte do seu patrimônio às variações cambiais, seja visando aumentar a rentabilidade ou adicionar um mecanismo de blindagem à carteira, são:

  • 1. Fundos Cambiais: investem principalmente em moedas estrangeiras, como o dólar e o euro, para lucrar com as oscilações cambiais. No mínimo 80% do patrimônio do Fundo deve ser aplicado em moedas estrangeiras, derivativos e contratos futuros delas.

  • 2. Fundos que investem no exterior: se enquadram os Fundos Multimercados, os Fundos de Renda Fixa, entre outros Fundos que alocam parte do seu capital em ativos estrangeiros.

  • 3. BDRs: recibos de empresas negociadas no exterior. Na prática, as ações dessas empresas são compradas e depositadas por um custodiante no exterior. Como eles são atrelados ao dólar, as variações do câmbio impactam no preço dos BDRs, que são cotados em real.

  • 4. ETFs internacionais: Fundos de Investimento que captam recursos para aplicar em carteiras que seguem algum índice como referência, como o S&P 500 e o Nasdaq.  Essa é uma das formas mais comuns de investir indiretamente na moeda norte-americana, pois as empresas que o compõem operam em mercados dolarizados.

  • 5. Ações: algumas empresas listadas na Bolsa de Valores são significativamente "dolarizadas". Isso significa que as receitas e os custos delas são atrelados ao dólar por vender muitos produtos no exterior ou negociar commodities.

  • 6. Mercado futuro: ambiente dentro da Bolsa de Valores onde são negociados contratos de compra ou venda de ativos para uma data futura. O dólar é um dos principais contratos negociados nos futuros e permite aproveitar as variações cambiais para obter lucro e serve ainda como mecanismo de proteção.

Capítulo 7

O que é o minidólar e como negociar?

O minidólar corresponde a 20% do contrato futuro de dólar cheio. É um compromisso de compra ou venda da moeda norte-americana quando chega determinada data, ou seja, é um minicontrato com vencimentos preestabelecidos.

Na prática, o contrato futuro é quando um comprador ou vendedor estabelece um compromisso, para uma data futura, de venda ou compra de um ativo determinado, que podem ser commodities, moedas, índices etc.

Assim, os contratos futuros de minidólar são negociados em lotes de 1 contrato, sendo cada contrato equivalente a US$ 10.000

O valor dos contratos é estabelecido de acordo com a cotação do dólar no mercado financeiro, e as variações são diárias, ou seja, é possível lucrar ou perder dinheiro em um curto período. 

Quem faz operações com minidólar busca lucrar com as variações nas cotações do câmbio ou usa esses ativos como uma estratégia conhecida como hedge, que ajuda a proteger a carteira durante períodos de instabilidade na economia.

Mas afinal, como essa negociação funciona na prática? 

Considere que uma pessoa comprou um minicontrato de dólar cuja cotação está em R$4,30/US$, equivalente a 4.300 pontos. Nesse caso, o valor total do contrato é de US$10.000 X 4,30 = R$43.000.

Após algum tempo, essa pessoa notou que o contrato se valorizou e a nova cotação é de 4.315 pontos. Então, fez uma operação de venda, no valor de US$10.000 X 4,315 = R$43.150. 

Logo, o lucro realizado nesta operação seria de R$43.150 - R$43.000 = R$150.

Lembrando que, no WDO, não é preciso desembolsar o valor total negociado, apenas uma parte como Margem de Garantia.

No vídeo a seguir, a nossa Analista de Investimentos, Gabriela Sporch, explica o que é a Margem de Garantia e a importância para esse tipo de operação na Bolsa de Valores:

Vale ainda ressaltar que cada minicontrato da moeda é marcado pela sigla WDO, além de uma letra e de dois números. Eles significam, respectivamente, o mês e o ano de vencimento desse contrato.

Os meses têm códigos específicos correspondentes a letras:

  • Janeiro (F)
  • Fevereiro (G)
  • Março (H)
  • Abril (J)
  • Maio (K)
  • Junho (M)
  • Julho (N)
  • Agosto (Q)
  • Setembro (U)
  • Outubro (V)
  • Novembro (X)
  • Dezembro (Z)

Vamos a um exemplo prático: imagine que você entrou na plataforma da sua corretora de valores e viu a sigla WDOZ23. Esse código mostra que este é um minicontrato de dólar com vencimento que ocorrerá no primeiro dia útil de dezembro de 2023.

Fazer operações com minidólar na Bolsa é recomendado para quem tem conhecimento em Análise Técnica e o perfil arrojado, isto é, tem maior tolerância ao risco.

Normalmente, pessoas que operam Day Trade e Swing Trade estão mais acostumadas a negociar minicontratos de dólar, já que acompanham as movimentações diárias do mercado para lucrar no curto prazo.