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IPCA: o que é e como funciona

Capítulo 1

O que é IPCA?

O IPCA é um dos índices mais conhecidos do mercado, especialmente se você quiser saber como investir no Tesouro Direto. Ele afeta a vida das pessoas que investem e da população em geral. Por isso, é essencial compreendê-lo e saber como usá-lo para proteger o seu dinheiro.

IPCA é uma abreviação de Índice de Preços ao Consumidor Amplo. É o índice oficial da inflação e mede, mensalmente, o custo de vida de famílias brasileiras com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos, de acordo com cálculo do IBGE.

Sendo assim, saber como anda a inflação e suas variações é muito útil para cuidar melhor do seu dinheiro. Continue a leitura e você irá entender melhor o que é IPCA, como ele é calculado e como ele interfere no seu bolso e nos seus investimentos.

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Capítulo 2

IPCA acumulado - veja a taxa mês a mês

O IPCA é um dos índices mais importantes da economia brasileira, porque ajuda a entender o reajuste de preços. Podemos dizer que acompanhar as variações desse número é uma maneira de entender o momento econômico do Brasil.

Mensalmente, a tabela IPCA é divulgada no site do IBGE. Veja abaixo a tabela mensal com o IPCA acumulado no ano:

Tabela IPCA mês a mês - 2019
Mês Valor mensal (%) Índice acumulado no ano (%)
Mar/2019 0,75 1,51
Abr/2019 0,57 2,09
Mai/2019 0,13 2,22
Jun/2019 0,01 2,23
Jul/2019 0,19 2,42
Ago/2019 0,11 2,54
Set/2019 -0,04 2,49

Fonte: IBGE

Tabela IPCA mês a mês - 2018
Mês Valor mensal (%) Índice acumulado no ano (%)
Dez/2018 0,15 3,75
Nov/2018 -0,21 3,59
Out/2018 0,45 3,81
Set/2018 0,48 3,34
Ago/2018 -0,09 2,84
Jul/2018 0,33 2,94
Jun/2018 1,26 2,60
Mai/2018 0,40 1,33
Abr/2018 0,22 0,92
Mar/2018 0,09 0,70
Fev/2018 0,32 0,61
Jan/2018 0,29 0,29

Fonte: IBGE

Confira também a tabela IPCA 2017:

Tabela IPCA mês a mês - 2017
Mês Valor (%) Índice acumulado no ano (%)
Dez/2017 0,44 2,95
Nov/2017 0,28 2,50
Out/2017 0,42 2,21
Set/2017 0,16 1,78
Ago/2017 0,19 1,62
Jul/2017 0,24 1,43
Jun/2017 -0,23 1,18
Mai/2017 0,31 1,42
Abr/2017 0,14 1,10
Mar/2017 0,25 0,96
Fev/2017 0,33 0,71
Jan/2017 0,38 0,38

Fonte: IBGE

A tabela IPCA pode ser utilizada para entendermos o momento do mercado — seja para comprar itens básicos do dia a dia, ou para aplicar no Tesouro Direto, por exemplo. Aos poucos, você será capaz de perceber se vale a pena investir em um título ou em outro, analisando os índices do mercado.

Acompanhar o IPCA acumulado também possibilita entender se existem chances de conseguir uma boa rentabilidade com alguma aplicação associada a ele.

Saber qual é o cenário atual do Brasil ainda é útil para decidir entre comprar ou não determinado produto, ou seja, se o valor dele é realmente justo ou está mais caro que o normal. Enfim, já deu para entender que seguir esse índice de perto é uma prática vantajosa por uma série de motivos, não é?

A seguir, você entenderá melhor a ligação do IPCA acumulado com a inflação e como seus investimentos se relacionam com o índice IPCA.

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Capítulo 3

Inflação acumulada - qual é o seu valor e relação com o IPCA?

Outra importante função do IPCA é ajudar a delimitar a inflação. Anualmente, o governo federal estabelece metas a serem cumpridas. Se a taxa acumulada termina o ano abaixo dessa meta, isso significa que os valores subiram menos que o esperado. Se a inflação ficar acima da meta, podemos entender que os preços se elevaram além das expectativas.

Esse acompanhamento é essencial para entender o crescimento ou a baixa dos preços ao longo dos anos. Mas como isso funciona?

Conforme os meses vão passando, as variações do IPCA se acumulam com o mecanismo de juros compostos. Esse acúmulo dá origem ao que chamamos de IPCA acumulado, que permite ver a inflação total dentro do período analisado, por exemplo 1 mês, 3 meses ou até 1 ano.

Ou seja, a inflação acumulada é o mesmo que o IPCA acumulado no período em questão, que é quanto os produtos e serviços básicos subiram de preço.

Mas o que isso significa, no final das contas? Imagine que o valor do índice foi de 0,30% em janeiro e de 0,70% em fevereiro. Partindo desse exemplo, também é possível apontar que houve uma alta de aproximadamente +0,40% na inflação de um mês para o outro. Nesse caso, o valor acumulado de janeiro e fevereiro é de aproximadamente 1,00%.

Em março, se o IPCA for de 1,20%, utilizando o mecanismo de juros compostos o acumulado pulará para 2,21% , e assim por diante até chegar em dezembro. Por convenção, geralmente se mede o valor da inflação acumulada não só no ano, mas também nos últimos 12 meses.

Assim, há como analisar quanto a inflação acumulou de um ano para o outro, por exemplo, sem precisar esperar chegar em dezembro.

A explicação ficou confusa? Veja só: digamos que você queira entender o IPCA acumulado dos últimos 12 meses até maio de 2018. Dessa forma, você pode buscar os valores a partir de junho de 2017. Entendeu?

Veja abaixo a tabela da inflação acumulada em comparação à meta da inflação ao longo dos anos:

Tabela Inflação acumulada hoje
Ano Inflação acumulada (%) Meta da inflação (%)
2019 2,89* 4,25
2018 3,75 4,5
2017 2,95 4,5
2016 6,29 4,5
2015 10,67 4,5
2014 6,41 4,5
2013 5,91 4,5
2012 5,84 4,5
2011 6,50 4,5
2010 5,91 4,5
2009 4,31 4,5
2008 5,90 4,5
2007 4,46 4,5
2006 3,14 4,5
2005 5,69 4,5
2004 7,60 5,5
2003 9,30 8,5
2002 12,53 3,5
2001 7,67 4,0
2000 5,97 6,0

*Inflação acumulada dos últimos 12 meses, atualizada em Set/19. Fonte: IBGE.



Como você pode ver, a inflação pode variar muito ao longo dos anos e isso influencia fortemente no valor do seu dinheiro e no rendimento dos seus investimentos. Por isso, é essencial escolher os melhores investimentos de acordo com o cenário dos juros no país e com o seu perfil de investidor.

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Capítulo 4

Seu investimento ligado ao IPCA

Como dissemos ao longo do texto, alguns investimentos, especialmente títulos de renda fixa, têm a sua remuneração baseada no índice IPCA, como é o caso de alguns títulos do Tesouro Direto. O título público do Tesouro IPCA exemplifica isso muito bem, porque oferece uma rentabilidade convidativa e diretamente associada às mudanças da inflação.

Tenha em mente que o índice não é uma aplicação por si só. Na verdade, o que acontece é que o rendimento de alguns títulos são ligados a esse indicativo. Portanto, você não investe no IPCA, mas sim em um título vinculado a ele.

Os títulos atrelados a esse indicador costumam ser vantajosos para quem deseja investir com segurança, pensando especialmente em prazos mais longos. Afinal, em condições normais, eles têm rentabilidades que ficam acima da inflação ou, no mínimo, conseguem acompanhá-la.

Confira, a seguir, os principais investimentos atrelados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo:

    NTN-B Principal - Tesouro IPCA
    Essa aplicação é um investimento híbrido do Tesouro Direto. Isso significa que sua rentabilidade está atrelada à variação do índice e a uma taxa de juros prefixada, que já fica definida no momento da compra do título.
    NTN-B - Tesouro IPCA com Juros semestrais
    Funciona de maneira semelhante ao título principal. Porém, como o proprio nome já indica, o pagamento dos juros é feito a cada 6 meses.
    LCI - Letra de Crédito Imobiliário
    Esta é uma aplicação ligada ao mercado imobiliário. As LCIs híbridas têm um funcionamento parecido com o Tesouro IPCA — a rentabilidade é determinada pela variação do IPCA e por um valor fixo definido com antecedência.
    LCA - Letra de Crédito do Agronegócio
    A LCA é uma boa maneira de investir no agronegócio. Também tem uma modalidade híbrida, que está atrelada ao IPCA. Apesar disso, encontrar LCAs nessa categoria é um pouco difícil e elas, geralmente, têm prazo de vencimento maior.
    Um ponto interessante de um investimento ligado ao
    IPCA é que ele pode funcionar como uma compensação financeira nos momentos de alta da inflação.

    Isto é, quando o IPCA subir, seus títulos em renda fixa podem ser a saída ideal para que você tenha uma boa rentabilidade e não perca dinheiro.

    Muitas dessas aplicações costumam ser híbridas, isto é, seguem a variação do IPCA junto a um outro percentual fixo. Em termos resumidos, essa mistura é positiva porque o seu poder de compra é mantido, mesmo em momentos de forte alta da inflação.

    Conforme seu capital consegue acompanhar a inflação, a tendência é que ele se mantenha valorizado.

    Veja: caso seu dinheiro investido em um título sem ligação com o IPCA vá de R$100,00 para R$120,00, esse ganho de R$20,00 não necessariamente acompanhou a inflação.

    Apesar de ter rendido esse montante, não significa que ele valha isso na prática. A prova disso é que você não consegue comprar todos os itens no supermercado com o mesmo valor sempre.

    Quem nunca se pegou pensando que quando era criança conseguia comprar um saco de pão com apenas algumas poucas moedinhas e hoje elas não compram quase nada?

    O rendimento da Poupança, por exemplo, não está tão associado à inflação e, geralmente, não oferece essa possibilidade. Com isso, acaba ficando abaixo do valor real — aquele que você sente diretamente nas contas do mês. Por consequência, a caderneta normalmente não é a melhor opção de investimento.

    Ou seja, é válido tomar conhecimento do IPCA até mesmo para analisar os aportes que não estão diretamente ligados a ele. Se um investimento não consegue acompanhar a inflação, especialmente quando ela tende a subir, ele pode não ser uma boa escolha.

    Você sabia que investir na renda fixa ficou bem mais fácil? Você só precisa dizer o quanto quer investir e por quanto tempo, e poderá visualizar opções adequadas aos seus planos e ao seu perfil. Confira:

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Capítulo 5

Entenda o cálculo do IPCA

O índice é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e também é o representante oficial da famosa inflação. Como seu nome já indica, ele foi criado para medir a variação de preços do mercado para o consumidor final, como você, sua família e todo mundo que reside no Brasil.

Na prática, funciona como um indicador do custo de vida de grande parte dos habitantes do país. Para calculá-lo, são consideradas despesas ligadas aos seguintes setores:

  • Despesas pessoais
    Utiliza informações sobre atividades de lazer, fotografia, fumo e outras despesas pessoais.
  • Alimentação e bebidas
    Coleta dados sobre preço de panificados, leites e derivados, condimentos, bebidas, carnes, frutas, cereais, açúcares, etc.
  • Saúde
    Considera gastos com serviços médicos, dentários, óticos, laboratoriais, farmacêuticos e afins.
  • Artigos para casa
    A coleta observa valores de móveis, eletrodomésticos, cama, mesa, banho, consertos, etc.
  • Habitação
    Agrega preços de aluguéis, taxas, manutenção, energia elétrica, reparos, entre outros.
  • Vestuário
    Abrange valores de roupas femininas, masculinas, infantis, calçados, tecidos e acessórios.
  • Educação
    São coletados preços cobrados por cursos, livros e materiais de papelaria.
  • Transporte
    Leva em consideração custos com combustível, transporte público e transporte particular.

Como você deve ter notado, são gastos presentes na rotina de praticamente todos brasileiros. Assim, quando o IPCA sobe, é provável que alguns desses serviços e/ou produtos tenham ficado mais caros. Ou seja, eles inflacionaram. Assim, quando você escuta que a inflação está em alta, isso quer dizer que esse indicador subiu.

Porém, vale explicar um detalhe importante: quando o índice apresenta uma queda, isso não significa que os preços realmente caíram. Apenas indica que subiram menos que no mês anterior. Agora, se o IPCA ficar negativo, aí sim podemos dizer que as coisas ficaram mais baratas. Esse efeito é chamado de deflação, que é o oposto da inflação.

O cálculo do IPCA é o reflexo de quanto gastam as famílias brasileiras, com renda entre 1 e 40 salários mínimos, nas áreas mais básicas do dia a dia.

Para calcular o IPCA, o IBGE usa como base várias regiões metropolitanas de diferentes partes do país. Cada região tem um peso ponderado, segundo os números populacionais, para a realização do cálculo. São elas:

  • São Paulo
  • Belo Horizonte
  • Porto Alegre
  • Rio de Janeiro
  • Recife
  • Belém
  • Fortaleza
  • Salvador
  • Curitiba
  • Vitória
  • Campo Grande (município)
  • Goiânia (município)
  • Distrito Federal

A coleta dos dados vai do primeiro ao último dia do mês. Para fazer essa conta, são considerados custos básicos, como comércio, prestação de serviços, aluguel e concessionárias de serviços públicos em geral. Os preços obtidos são categorizados nos setores que listamos anteriormente: saúde, comunicação, vestuário, educação, etc.

Assim como as localizações, cada uma das categorias tem um peso aplicado na hora de calcular — a alimentação, por exemplo, é uma das mais importantes.

Por isso, o IPCA é um reflexo direto do custo de vida do brasileiro e acompanhá-lo ajuda a entender melhor como cuidar do seu dinheiro. E além disso, é preciso destacar também o quanto este índice influencia o mercado financeiro. Para quem investe, é extremamente importante entender o que é IPCA e seus impactos em cada tipo de investimento.

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Capítulo 6

Outros índices da inflação: conheça o IPCA-E e o IPCA-15

Você já ouviu falar em IPCA-E e IPCA-15? É bem possível que tenha se deparado com essas siglas vez ou outra. Eles são variações do IPCA e também são calculados pelo IBGE. Vale lembrar que esses dois índices, diferentemente do IPCA, não coletam dados da região de Campo Grande.


Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E)
É gerado a partir do mesmo cálculo do IPCA, mas é divulgado somente a cada 3 meses. Um detalhe curioso: o IPCA-E costuma ser muito utilizado para calcular o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano, mais conhecido como IPTU. Esse balanço trimestral também é muito útil para quem deseja acompanhar o universo dos investimentos.
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15)
É utilizado para levantar uma estimativa mensal da inflação. Isso acontece porque sua coleta de informações vai do dia 16 de um mês até o dia 15 do mês seguinte. Ou seja, ele ajuda a ter uma noção prévia de quanto será o indicador principal do próximo mês.

Enfim, como você aprendeu aqui, saber o que é IPCA pode fazer uma grande diferença para as suas finanças pessoais. Além de alterar seu poder de compra e mexer no seu bolso, esse indicador também é importante na hora de fazer bons investimentos. Portanto, compreendê-lo pode ser um diferencial e tanto na hora de aplicar seu dinheiro.

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Capítulo 7

Dúvidas frequentes sobre IPCA

Ainda tem dúvidas sobre o IPCA? Confira a seguir as principais perguntas sobre esse tema:

Eles são variações do IPCA. O IPC-E é o demonstrativo trimestral do IPCA. E o IPCA-15 reúne as informações do dia 16 de um mês até o dia 15 do mês seguinte.

O COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central) utiliza o IPCA, entre outros indicadores, para verificar se o governo atingiu ou não as metas de inflação estabelecidas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional).

A partir disso, o comitê pode decidir baixar, elevar ou manter a taxa Selic, que é a taxa de juros básica do Brasil.

O responsável por calcular este índice é o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As variações do IPCA são usadas para medir a inflação em um certo período. E essas mudanças interferem diretamente nos preços que pagamos em itens do dia a dia. Se o IPCA sobe, é bem provável que o consumo de alimentos, educação, transporte e afins tenham ficado mais caros.

Se ele cai, é uma indicação de que os preços estão mais baixos em relação ao mês anterior. Quando o IPCA tem um valor negativo, ocorre a deflação. Ou seja, produtos e serviços ficam efetivamente mais baratos.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo é calculado mensalmente pelo
IBGE. A partir dos dados divulgados, também é possível saber qual foi o
IPCA acumulado do ano e o acumulado dos últimos 12 meses

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