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Os melhores investimentos financeiros para 2022

melhores investimentos 2022
Capítulo 1

Os melhores investimentos de 2022: entenda como e onde investir hoje

Como saber qual o melhor investimento hoje? Essa é uma pergunta complexa e a resposta depende de alguns elementos muitas vezes desconhecidos pelos investidores. No entanto, é possível ter uma ideia sobre o melhor cenário para investir seu dinheiro em 2022.

Antes de qualquer coisa, é preciso deixar claro que o melhor investimento hoje depende do seu tipo de perfil de investidor. Então, antes de procurar respostas para "Qual o melhor investimento de 2022", procure entender quais alternativas são mais compatíveis com seu objetivo, prazos e tolerância a riscos.

Inicialmente, abordaremos como está o cenário de investimentos em 2022, mostrando quais as expectativas para o mercado e quais os ativos mais favoráveis do ano, seja para começar ou seja para continuar sua jornada em busca dos seus objetivos.

Em resumo, para responder a pergunta sobre qual o melhor investimento para 2022, podemos dizer que serão aqueles ativos com potencial para crescer. A renda variável se apresenta como a modalidade com maiores chances de entregar as melhores oportunidades e possibilitar bons resultados, seja com ações, Fundos, ETFs, BDRs, FIIs, contratos futuros, e afins.
                   

Para saber onde investir em 2022, veja a seguir a lista que o nosso time de especialistas da Toro Investimentos criou com a projeção dos melhores investimentos para este ano. Em seguida, confira no detalhe o que vai movimentar cada ativo.

OS MELHORES INVESTIMENTOS PARA 2022
Tipo de investimento Ativo
Ações para o longo prazo Banco do Brasil (BBAS3)
BTG Pactual (BPAC11)
Cyrela (CYRE3)
Gerdau (GGBR4)
ISA Cteep (TRPL4)
JBS (JBSS3)
Lojas Renner (LREN3)
Marfrig (MRFG3)
Klabin (KLBN11)
Petz (PETZ3)
Suzano (SUZB3)
Usiminas (USIM5)
Vale (VALE3)
Weg (WEGE3)
YDUQS (YDUQ3)
Small Caps para o longo prazo 3R Petroleum (RRRP3)
Blau Farmacêutica (BLAU3)
Iguatemi (IGTI11)
Multiplan (MULT3)
Pão de Açúcar (PCAR3)
Taesa (TAEE11)
Fundos Imobiliários (FIIs) Bresco Logística (BRCO11)
FII VBI CRI (CVBI11)
CSHG Real Estate (HGRE11)
Malls Brasil Plural (MALL11)
RBR Alpha Fundo de Fundos (RBRF11)
ETFs nacionais BOVA11
DIVO11
SMAL11
Fundos de Ações Tork Long Only Institucional FIC FIA
Sharp Equity Value Institucional FIA
Fundo de Ações Monetus FIA
Fundos Multimercados Bahia AM FIC FIM
Kinea Chronos FIM
RPS Equity Hedge D30 FIC FIM
Fundos de Renda Fixa Pi Tesouro Selic FI Renda Fixa Simples
ARX Denali Fc FI RF Crédito Privado
AZ Quest Debêntures Incentivadas FIC FI CP
Produtos de Renda Fixa Títulos pós-fixados atrelados à taxa DI ou à Selic
Títulos híbridos atrelados ao IPCA
Títulos prefixados desde que inferiores a 1 ano
ETFs americanos e internacionais IVVB11
USTK11
REVE11
BDRs Booking (BKNG34)
JP Morgan (JPMC34)
Microsoft (MSFT34)
Carteira de BDRs recomendados da Toro

Como será o ano de 2022 na economia e no mercado financeiro?

No Brasil, o ano de 2022 será intensamente marcado pela pauta política, uma vez que este é um ano de eleições presidenciais, para os governadores dos estados, para os 513 deputados do Congresso Nacional, para um terço dos 81 senadores e para os deputados estaduais.

                                           
A corrida eleitoral promete ser influenciada por forte polarização na disputa entre os candidatos e dar o tom sobre os movimentos do mercado.
                                   

No campo econômico, os investidores seguem de olho na definição do Orçamento e no Teto de gastos públicos de 2022, assunto que muito se destacou no final de 2021 em relação aos riscos fiscais e ao descontrole nas contas do Governo, criando um clima de tensão principalmente na Bolsa de Valores e nos juros futuros.

                                           
A responsabilidade fiscal certamente será um tema alvo da atenção dos agentes do mercado.
                                   

A inflação também é um assunto que guiará as discussões econômicas e de investimentos de 2022, tendo em vista que o IPCA deve fechar acima dos dois dígitos em 2021 e, de acordo com o Boletim Focus do final do ano passado, deve registrar um aumento dos preços acima da meta de 3,5% e muito próximo do limite superior de 5%. Em relação à taxa de juros, o Relatório Focus já estima a Selic acima dos 11% ao final de 2022 como a principal medida para conter a inflação.

Já o consumo das famílias e a confiança dos empresários continuarão sendo influenciados pelas movimentações de fatores inflacionários, crescimento ou decrescimento real da renda, variações na taxa de desemprego e no encarecimento do crédito à medida em que a taxa de juros continuar a subir.

A inflação global, os problemas nas cadeias de suprimentos, a escassez na indústria de chips e a crise hídrica, que também contribuíram para os aumentos de preços de diversos produtos e serviços como carros, eletrônicos, alimentos, energia elétrica, seguem como focos de atenção do noticiário econômico.

Nas commodities, o mercado segue acompanhando principalmente as cotações do petróleo – que subiu forte, retornando ao patamar de 2018, e muito induziram os aumentos de preços dos combustíveis no Brasil em 2021 –, da celulose e, por fim, do minério de ferro que apresentou forte movimento de queda a partir de maio do ano passado, quando chegou à região dos US$215 a tonelada.

                                           
O minério de ferro e o petróleo influenciam fortemente as cotações da Vale e da Petrobras, empresas com grande peso no Ibovespa.
                                   

Por fim, no enfrentamento à pandemia, as atenções ainda pairam sobre o avanço da vacinação e as novas variantes da Covid-19, especialmente a Delta e a Ômicron, duas das que mais impactaram os mercados no segundo semestre de 2021. À medida em que a vacinação se tornar abrangente e mais eficiente, espera-se um grau maior de retomada das atividades e da circulação de pessoas.

Continue lendo para saber todos os detalhes das oportunidades identificadas pelo nosso time de especialistas e ficar por dentro da nossa seleção dos melhores investimentos de 2022.

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Capítulo 2

Melhores ações para 2022 no longo prazo

Entre as principais modalidades para quem busca os melhores investimentos do ano estão as ações mais interessantes para compor uma carteira de longo prazo. Investir desta forma significa encontrar empresas com bom potencial de crescimento nos próximos anos ou investir em companhias já consolidadas e com alta distribuição de dividendos.

Dentro dessa perspectiva, nossos Analistas selecionaram empresas que podem ter bons resultados em 2022 e, possivelmente, nos anos seguintes. Contudo, é sempre bom lembrar que prever com toda certeza qual será a melhor ação de 2022 é impossível, especialmente quando o assunto é Renda Variável e o horizonte é de apenas um ano.

O ideal na hora de investir é sempre diversificar: escolher diferentes ativos em setores variados, aumentando suas chances de sucesso e suavizando os riscos.

Veja a seguir quais são as melhores ações para comprar em 2022 estudadas e selecionadas pelo time de Analistas da Toro Investimentos:

Ações de papel e celulose

Inicialmente, os Analistas da Toro enxergam boas oportunidades nas empresas relacionadas à esta commodity, especialmente com as companhias a seguir:

Suzano (SUZB3)

A Suzano permanece em posição de destaque entre as maiores produtoras de celulose e integradas de papel do mundo, sendo favorecida pela elevada demanda mundial dos seus produtos.

Durante o ano de 2020, os preços do papel e da celulose apresentaram um ciclo de baixa, principalmente, devido à entrada de novos ofertantes que surgiram no mercado em 2018/19, atraídos pela alta da commodity.

Em função dos preços mínimos, a maior parte das empresas operou com margens baixas ao longo de 2020. Em 2021, os preços destes insumos demonstraram uma inflexão, sendo ainda beneficiados pela retomada da economia mundial, pela redução da oferta com a saída de players do mercado e pelo aumento da demanda por embalagens, em razão da expansão do e-commerce.

Além disso, neste ano, a China, um dos maiores importadores mundiais de papel e celulose, iniciou a proibição da importação de papéis recicláveis, um produto substituto do papel e celulose, causando um aumento na demanda pela commodity.

Diante deste cenário, nossos Analistas consideram que a companhia continuará entregando bons resultados, pautados na disciplina financeira e nas possíveis expansões orgânicas.

Somado a isso, destacam-se os novos hábitos de consumo online que influenciam a demanda pelos papéis para embalagens. Os Analistas da Toro entendem que há uma relação favorável no aspecto risco x retorno, e por ter grande correlação com dólar, a empresa pode se manter mais resiliente em um cenário eleitoral que contém grande volatilidade.

Klabin (KLBN11)

A Klabin seguiu apresentando bom desempenho operacional ao longo de todo o ano, tendo como os principais destaques positivos: os preços mais altos em praticamente todas as linhas de negócios e o melhor mix de vendas em celulose.

Apesar da recente retração da demanda de celulose por parte da China, outros mercados, como a Europa e os EUA, permaneceram com fundamentos sólidos. No segmento de papéis, a demanda por kraftliner seguiu aquecida. Neste sentido, a empresa pretende aumentar a sua produção deste tipo de papel.

Os múltiplos bem posicionados para o setor e a demanda aquecida pelos produtos ofertados pela Empresa fazem da Klabin (KLBN11) uma boa recomendação para o longo prazo.

A equipe de Análise da Toro entende que o Projeto Puma II, o maior da história da Klabin, pode contribuir para o aumento importante na produção de papel e celulose e para o crescimento de métricas operacionais relevantes no futuro.

Ações de proteína animal

O setor de proteína animal foi um dos mais resilientes em um dos anos mais difíceis para o investidor de Renda Variável. Assim sendo, nossos Analistas enxergam um cenário relevante para:

JBS (JBSS3)

A resiliência do setor alimentício impacta positivamente a JBS, especialmente pelo crescente aumento da demanda mundial por proteínas. Neste aspecto, recentemente, autoridades chinesas comunicaram que a peste suína ainda não está controlada no país, o que tende a gerar suporte da demanda asiática por mais tempo.

A diversificação geográfica de receitas da JBS aliada a uma grande linha de produtos que a empresa dispõe são importantes vantagens competitivas nesta indústria. Os resultados recentes têm sido cada vez melhores, com recorde no lucro líquido, além de volumosos pagamentos em dividendos.

O time de Análise entende que a empresa manterá a sua posição de destaque no segmento em 2022, além de múltiplos bem posicionados no setor.

Sua operação americana deve continuar entregando fortes resultados (mais de 50% do faturamento total da empresa) e a possibilidade da listagem das ações da JBS nos Estados Unidos pode levar a uma reprecificação dos papéis na Bolsa.

A grande geração de caixa, que permite a continuidade de novas aquisições, a recompra de ações e a aquisição do selo “grau de investimento” de agências classificadoras de risco, são fatores que levam a JBS a ser uma boa opção de investimento para 2022 em diante.

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig Global Foods, multinacional brasileira que atua no setor de alimentos e de serviços alimentícios, tem apresentado fortes resultados operacionais recentes, diante do forte ciclo positivo do setor de proteína animal no mundo.

                                           
Destacam-se principalmente as operações americanas da empresa sob a marca National Beef. Nos EUA, há uma boa disponibilidade de gado que, somada à demanda elevada e impulsionada pelos programas de estímulos governamentais, proporcionaram resultados fortes.
                                   

Além disso, a companhia se insere no mercado de carne vegetal por meio da criação da PlantPlus Foods. Constituída a partir da joint venture entre a Marfrig e a norte-americana Archer Daniels Midland Company (ADM), a unidade visa a produção e a comercialização de itens à base de proteína vegetal, através dos canais de varejo e food service (serviço de alimentação) nos mercados da América do Sul e América do Norte.

Recentemente, a Marfrig também anunciou a aquisição de participação acionária relevante na BRF (BRFS3). A movimentação integra a estratégia de diversificar seus investimentos em segmentos que possuem complementaridade com a sua operação.

Por fim, o câmbio está em momento benéfico para as exportações em linha com o aumento da demanda global por carne bovina e com o ciclo favorável do gado nos Estados Unidos, proporcionando um cenário positivo para a Marfrig nos próximos trimestres.

Ações do setor de varejo

No varejo, as empresas vivem o momento de expectativa de maior crescimento com as medidas de reabertura e circulação de pessoas. Neste sentido, vale a pena ficar de olho em:

Petz (PETZ3)

Considerada uma das principais varejistas do segmento pet nacional, a Petz se beneficia da posição do Brasil como um dos maiores mercados do mundo em consumo de serviços e produtos para os animais de estimação. Atualmente, a companhia está presente em 18 estados e no Distrito Federal, contando com mais de 150 lojas e 127 centros veterinários, sob a marca Seres.

                                           
A empresa é a única listada na B3 com um modelo de negócios voltado para o setor e conta com uma alta demanda e disposição dos consumidores a pagar preços mais elevados por produtos e serviços diferenciados para seus pets.
                                   

A adoção da integração entre os canais online e offline possibilita uma maior assertividade de estoque e baixos níveis de ruptura, baseadas, principalmente, no aproveitamento das modalidades Pick-up Store, em que os estoques das lojas físicas são utilizados para atender as demandas digitais, e Ship from Store, onde as lojas físicas são usadas como pontos de estoque para a distribuição omnichannel.

Para 2022, a Petz pretende prosseguir com seu plano de expansão, buscando a diversificação geográfica e a consolidação da estratégia omnicanal integrada, além de expandir a rede de hospitais Seres para as principais capitais e grandes cidades do Brasil.

Inclusive, neste sentido, a companhia fez uma emissão de novas ações (follow-on) com o objetivo de se capitalizar e continuar no processo de expansão das lojas, além do desenvolvimento do seu ecossistema digital.

Os experts da Toro avaliam que, assim como foi ao longo de 2021, a empresa deve continuar com bons resultados para o próximo ano e com a possibilidade de alguma aquisição, que poderá destravar mais valor para as ações.

Ações de educação

Este é outro setor que será beneficiado com a volta da circulação de pessoas e com os avanços obtidos na educação à distância durante o isolamento. A empresa que se destaca na área é:

YDUQS (YDUQ3)

Com mais de 50 anos de atuação no mercado educacional, a YDUQS (antiga Estácio) é um dos maiores conglomerados privados de educação superior no Brasil em número de alunos. Atualmente, o Grupo conta com mais de mil pólos de ensino e tem como objetivo avançar cada vez mais na expansão de novos centros de educação à distância (EaD) em todos os estados.

                                           
Com a retomada da circulação de pessoas, a companhia se beneficia por já promover investimentos em estrutura física e instalações, o que pode gerar expansão no portfólio de cursos e aumento no ticket médio.
                                   

Além disso, o avanço no segmento premium (medicina e a faculdade de negócios IBMEC) é um dos grandes pilares de crescimento, uma vez que os cursos destas áreas apresentam tickets médios mais elevados e possuem menor evasão, contribuindo para uma melhora estrutural nos resultados do Grupo.

Por fim, nossos especialistas avaliam que a estratégia da YDQUS, baseada na expansão do curso de medicina e no ensino digital, gera perspectiva positiva para o seu crescimento em 2022.

Ações de bancos

Os bancos já se mostraram bastante lucrativos em vários cenários econômicos, incluindo grandes crises. Para 2022, os nossos Analistas vêem um bom cenário para:

BTG Pactual (BPAC11)

O BTG Pactual se destaca como o maior banco de investimentos da América Latina, reportando resultados consistentes nas suas principais unidades de negócios. Atualmente, as áreas mais relevantes são: Sales and Trading, que representa aproximadamente 33% da receita, seguida por Investiment Banking, que corresponde à 18%, Corporate & SME Lending com 17%, e Wealth Management e Asset Management, que equivalem à 10% e 7% do indicador, respectivamente.

                                           
Com essas linhas de negócios e a entrada no segmento de varejo, o BTG consegue mostrar uma rentabilidade semelhante à dos grandes bancos, mas com o potencial de crescimento dos bancos digitais.
                                   

Os Analistas da Toro entendem que o BTG se mostra como um bom candidato para surfar a tendência de financial deepening no Brasil, ou seja, o aumento da inserção dos investidores para serviços financeiros mais sofisticados, como o segmento de Asset Management e Wealth Management, que abrem espaço para o crescimento de áreas que são de sua expertise.

Além disso, o BTG está preparado para a transformação digital. Com o programa de partnership, que incentiva a eficiência e a boa execução de novos projetos, a empresa tem se mostrado uma forte candidata para essa tendência estrutural.

O segmento de Sales e Trading deve ter um leve crescimento nos próximos anos, devido ao aumento de liquidez na Bolsa de Valores e à atratividade do mercado brasileiro, principalmente para investidores estrangeiros. Entretanto, essa visão pode ser impactada pelo ambiente político, à medida em que esses fatores estão altamente correlacionados com a estabilidade política e fiscal do país.

Além do mais, o segmento de varejo pode destravar valor para a companhia, pois a sua entrada neste setor cria um grande potencial de cross-selling para as unidades de Asset Management, Wealth Management e Corporate Lending. Apesar da recente operação nesta área, com o programa de partnership vinculado à cultura de meritocracia, um diferencial competitivo em relação aos outros players, o BTG deve obter sucesso na execução do projeto.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil é uma instituição financeira sob controle do Governo Federal, que detém cerca de 50% do total de suas ações. Atualmente, está presente em 94,8% dos municípios brasileiros, possuindo 49,2 mil pontos de atendimento, entre rede própria, compartilhada e correspondentes.

No contexto atual, apesar do aumento da competição no setor bancário, principalmente com o surgimento de bancos digitais e fintechs, estas instituições ainda ofertam majoritariamente cartões de crédito, quando compara-se aos produtos de empréstimos e outros serviços.

                                           
Por isso, instituições financeiras tradicionais como o Banco do Brasil, ainda possuem significativa vantagem competitiva através da base de clientes e marca consolidada no mercado bancário.
                                   

O banco segue focado na diminuição das despesas administrativas, principalmente com pessoal, anunciada no início do ano por meio do Programa de Adequação de Quadros (PAQ), Programa de Desligamento Extraordinário (PDE), pelo novo Programa de Cargos e Salários e, principalmente, através do Plano de Desligamento Voluntário (PDV), tentativa essa da melhora dos índices de eficiências, somando ao todo 7 mil funcionários até o fim do ano. Somado a esse objetivo, a instituição financeira fechou, em 12 meses, 765 agências físicas.

Nossos Analistas compreendem que, se mantida a estratégia adotada atualmente, o Dividend Yield deve acompanhar a taxa Selic, o que transforma as ações do Banco do Brasil em um bom investimento também para aqueles que buscam ganhos com proventos.

Além disso, as ações do Banco do Brasil se encontram bastante descontadas: negociam abaixo de uma 1x o seu valor patrimonial por ação e têm o indicador P/L (preço sobre lucro por ação) muito abaixo dos seus pares.

Ações de transmissão de energia elétrica

ISA CTEEP (TRPL4)

A ISA CTEEP, Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista, é uma das principais concessionárias privadas do setor de transmissão de energia elétrica do Brasil. A empresa atua com ativos próprios e de subsidiárias/participações em 17 estados.

                                           
Além disso, possui foco de atuação na região sudeste, onde existe maior desenvolvimento econômico e contratos de transmissão que a remuneram de forma mais atrativa.
                                   

No setor elétrico, o segmento de transmissão é pouco impactado pelos riscos hidrológicos e pelas variações de preço. Esse fato leva a uma vantagem comparativa para a ISA CTEEP frente às demais, já que atua somente neste segmento.

Outro ponto de resiliência para as atuantes no setor é a forma com a qual são remuneradas, via RAP (Receita Anual Permitida), ou seja, a parcela da receita que as transmissoras recebem por sua disponibilidade de serviço e não pelo quanto de energia elétrica transmitem.

Dessa forma, quando são firmados os contratos de transmissão, a ANEEL estipula o quanto cada transmissora receberá de RAP. Vale destacar que a ISA CTEEP é a segunda maior empresa em termos de Receita Anual Permitida no Brasil.

Nossos especialistas consideram que a companhia apresenta um portfólio interessante, com seus ativos distribuídos em várias regiões. Embora seja uma das maiores atuantes no setor, também continua se expandindo, participando ativamente de leilões de transmissão e buscando novas oportunidades de aquisições.

Conjuntamente, a empresa segue uma linha de distribuição de dividendos consideravelmente alta e apresenta uma boa governança corporativa.

Ações de siderurgia

Diante do atual cenário mundial, acreditamos que o setor de siderurgia se beneficie dos estímulos fiscais propostos pelas maiores economias mundiais, com ênfase em obras de infraestrutura. Neste sentido, chamamos a atenção para:

Gerdau (GGBR4)

Com ações listadas nas bolsas de valores de São Paulo (B3), Nova Iorque (NYSE) e Madri (Latibex) e presente em 10 países, a Gerdau é uma das maiores fornecedoras de aços longos nas Américas e de aços especiais no mundo, sendo ainda a maior recicladora de aço da América Latina.

                                           
O pacote trilionário de infraestrutura dos EUA pode impulsionar o desempenho da Gerdau, uma vez que ela atua como fornecedora do setor de construção civil americano.
                                   

Dessa forma, observamos uma perspectiva favorável para o crescimento da demanda por aço, que é um dos principais insumos para o setor, ocasionando a elevação no preço da commodity e, consequentemente, aumentando as margens e a geração de caixa das companhias que produzem tais materiais, como a Gerdau.

Usiminas (USIM5)

A Usiminas iniciou suas operações em 1962 e, desde então, é um dos maiores grupos siderúrgicos do Brasil. A empresa atua de forma verticalizada ao longo da cadeia do aço, com atividades nas áreas de mineração, logística, bens de capital, centros de serviços e soluções customizadas para a indústria. Além disso, oferece um amplo portfólio de produtos, a exemplo da linha completa de aços planos, atendendo tanto à indústria brasileira quanto aos parques fabris internacionais.

O setor de atuação da Usiminas é considerado cíclico, já que está relacionado ao nível de atividade econômica, especialmente por conta das aplicações do aço serem direcionadas a setores também cíclicos da economia.

                                           
Apesar dos efeitos negativos provocados pela pandemia de Covid-19, a empresa vem reportando bons resultados em todas as suas unidades de negócios.
                                   

Dessa forma, os Analistas da Toro veem perspectivas positivas para a Usiminas no ano de 2022, devido à recuperação gradual apresentada pela economia nacional e internacional. Além do potencial de aumento da demanda externa, principalmente, relacionada aos incentivos a investimentos em infraestrutura e construção.

Ações de varejo (vestuário)

Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner é uma das maiores varejistas de moda do Brasil. Atualmente, a empresa conta com mais de 600 lojas em operação, entre lojas Renner, Camicado e Youcom, com presença em todo o território nacional e unidades no Uruguai e na Argentina. Além disso, atua na Realize CFI, por meio da oferta e gestão de produtos financeiros.

A companhia adota, desde 2002, conceitos de identificação de tendências a partir dos estilos de vida de seus clientes, técnica que otimiza o tempo de compra e a torna referência no setor.

Os últimos resultados registrados pela Lojas Renner foram impactados pelo cenário provocado pela pandemia de coronavírus sobre o segmento de varejo de vestuário, diante das restrições de circulação e fechamento das lojas físicas.

                                           
Apesar de, historicamente, a empresa apresentar múltiplos mais apreciados que os suas principais pares, a Renner se posiciona como uma das melhores ações do seu segmento.
                                   

Além disso, o time de Análise da Toro afirma que há boas perspectivas para a sua recuperação, em função do processo de expansão do e-commerce, das oportunidades nas iniciativas multicanal e da eficiência operacional apresentada ao longo dos últimos anos.

Os especialistas da Toro consideram que a Lojas Renner está devidamente capitalizada e uma possível aquisição futura poderá destravar valor para os acionistas.

Ações de construção civil

Cyrela (CYRE3)

A Cyrela é uma companhia brasileira que atua no setor imobiliário. A empresa possui participação nos segmentos de construção, incorporação e comercialização de imóveis residenciais e seus grandes projetos estão localizados em São Paulo e Rio de Janeiro.

As suas principais atividades estão divididas em negócios imobiliários, serviços e habitação, em que a empresa foca no segmento de média e alta renda; segmento de loteamento e serviços imobiliários, nos quais ela desenvolve projetos residenciais via joint ventures; e participações indiretas em projetos.

Uma das grandes vantagens da Cyrela no setor é a sua baixa alavancagem. Além disso, o segmento predominante em que atua é o de média e alta renda em São Paulo, uma das regiões mais resilientes durante períodos de estagnação do crescimento econômico, o que faz com que a incorporadora não sofra tanto em períodos adversos.

                                           
A Cyrela é uma empresa com excelente histórico de execução e sólida reputação no mercado. Além de ser uma das mais resilientes do setor, possui margens e múltiplos atrativos.
                                   

Para a equipe de Análise da Toro, o preço atual exagera os efeitos da pressão de custos proveniente da inflação e o aumento da taxa de juros, deixando de lado o bom desempenho operacional e o histórico da companhia.

Ações do setor industrial

Weg (WEGE3)

A Weg apresenta uma gestão operacional robusta, com ganhos de eficiência e de lucros consistentes ao longo dos últimos anos. A boa diversificação da receita, com plantas em outros continentes, também é um diferencial, uma vez que possibilita absorver ganhos de produtividade e logística decorrentes da integração das cadeias globais de produção.

                                           
A dispersão geográfica também pode ser vista nos mercados atendidos, uma vez que as vendas no exterior correspondem a mais de 50% da receita. Esse fator também permite que ela se beneficie da atual cotação do dólar.
                                   

Os especialistas da Toro também ressaltam sua inserção no segmento de energias renováveis, com destaque para a geração de energia solar e eólica. A sólida posição de caixa líquido também abre espaço para novas aquisições em setores estratégicos, permitindo crescimento mesmo em um eventual caso de estagnação da receita.

Além disso, após a desaceleração da economia global diante da crise do coronavírus, os principais mercados mundiais vêm apresentando recuperação, ampliando a demanda dos seus produtos no mercado externo.

Ainda de acordo com os Analistas da Toro, a Weg é favorecida pela diversificação das suas unidades de negócios, assim como pela exposição a diversos mercados. Apesar de ter múltiplos em patamares elevados, característico de empresas de crescimento, os Analistas compreendem que a diversificação de receitas pode permitir maior resiliência à Weg durante o cenário eleitoral que se aproxima.

Ações de mineração

Um dos setores com maior peso no Ibovespa, direta e indiretamente, além de intrinsecamente ligado ao ciclos do minério de ferro. A empresa que se destaca na área é:

Vale (VALE3)

Considerada uma das maiores mineradoras do mundo, a Vale atua em aproximadamente 30 países por meio das suas quatro linhas de negócios: mineração, logística, energia e siderurgia. Essa presença global, alinhada à manutenção de operações de extração em vários continentes, permite a redução do risco geográfico.

Apesar da recente volatilidade e da queda do minério de ferro que impactaram os últimos resultados, os especialistas da Toro avaliam que a Vale possui vantagens competitivas relevantes, tais como: maior pureza do minério extraído, preço mais elevado no mercado internacional e recente diminuição da sua alavancagem (medida pela relação dívida líquida/EBITDA).

                                           
A mineradora apresentou ainda geração de caixa robusta nos últimos trimestres, possibilitando o pagamento de dividendos históricos em 2021.
                                   

No mais, o programa de recompra de ações em curso é uma sinalização importante que demonstra confiança na gestão e no potencial da empresa.

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Capítulo 3

Melhores ações Small Caps para 2022

Na Bolsa de Valores, algumas ações têm potencial de crescer mais que a média geral das empresas. São as chamadas Small Caps, nome em inglês que se refere às de menor valor de mercado.

                                           
Com uma boa carteira de Small Caps aliadas às empresas já consolidadas no mercado, você monta um portfólio completo e diversificado para aumentar suas chances de ganho.
                                   

Contudo, encontrar tais nomes com grande potencial de valorização não é tarefa fácil. A maioria das pequenas empresas nunca conseguirá se consolidar da mesma forma e pode até mesmo fechar as portas, especialmente em cenários econômicos desfavoráveis.

Por isso, nosso time de especialistas selecionou as Small Caps mais promissoras da Bolsa já considerando as perspectivas do mercado em 2022. São elas:

Ações de commodities

As commodities passam por vários ciclos de mercado e algumas Small Caps já se mostraram capazes de serem lucrativas em diversos momentos, assim como apresentar capacidade de inovação. Para o setor de petróleo, fique de olho em:

3R Petroleum (RRRP3)

A 3R Petroleum é uma empresa que atua na operação e produção de petróleo e gás em campos maduros, o que minimiza o risco exploratório em campos offshore e onshore.

A estratégia principal da companhia é focar na melhoria e no redesenvolvimento dos blocos próprios e crescer de forma inorgânica, via aquisições, para acessar outros campos maduros vendidos pela Petrobras e outras, para aumentar o seu volume de produção. Neste sentido, a 3R possui um histórico consolidado em Fusões e Aquisições, fato que pode contribuir para a maior geração de valor aos acionistas.

                                           
A equipe de gestão é experiente e especializada na administração e operação de campos onshore e offshore. Os elevados níveis de governança corporativa também são vantagens competitivas relevantes no setor.
                                   

Em meados de 2021, a 3R marcou o início de sua trajetória de operações em águas profundas por meio da aquisição da fatia de 62,5% do campo de Papa-Terra, pertencente à Petrobras, na Bacia de Campos (RJ). Tal aquisição estratégica reafirma a construção de um portfólio consolidado e diversificado.

Ao longo dos últimos trimestres, a empresa apresentou forte crescimento operacional, fruto da retomada das atividades econômicas no Brasil e no mundo, assim como a elevação dos preços internacionais do barril de óleo do tipo “Brent”, que possibilitaram maiores níveis de receita no período. Apesar do aumento da oferta de vários países, assim como novas variantes do coronavírus, ainda há uma grande demanda pela commodity, dizem os experts da Toro.

Contando com margens elevadas e múltiplos atrativos para o padrão da indústria, 3R Petroleum possui vantagens competitivas relevantes, que conectadas às futuras aquisições de campos, tendem a gerar valor aos acionistas no longo prazo.

Ações do setor de varejo alimentar

Um dos setores de consumo essencial para as famílias, os varejistas estão ocupando lugar de destaque no comércio de alimentos. Em 2022, duas empresas que merecem o estudo são:

Pão de Açúcar (PCAR3)

Considerado o maior varejista de alimentos da América do Sul, o Grupo Pão de Açúcar se beneficia da resiliência apresentada pelo setor, o que lhe permite um bom desempenho em períodos de recessão ou baixo crescimento econômico. Apesar dessa característica, ao longo dos últimos trimestres, a companhia foi impactada pela deterioração do cenário macroeconômico, com alto nível de inflação e desemprego.

                                           
Atualmente, a empresa detém um portfólio diversificado de marcas líderes nos países em que atua, destacando-se ainda por uma posição consolidada no e-commerce alimentar.
                                   

Neste contexto, o Pão de Açúcar mantém iniciativas assertivas de integração dos canais de vendas, com ampliação da oferta de produtos, além de estratégias em torno do aperfeiçoamento de sua cadeia logística.

Somado a isso, o GPA vem atuando na continuidade do processo de consolidação de seu marketplace, buscando a ampliação do número de sellers (vendedores) e do sortimento de produtos focados nas verticais complementares ao seu core business (negócio principal) alimentar.

Em março de 2021, concluiu o processo de spin-off (empresa derivada) da operação de cash e carry (atacado-varejista), resultando na cisão do Assaí. Além disso, em outubro, o GPA divulgou a transação envolvendo 71 pontos comerciais sob a bandeira Extra Hiper, que serão cedidos ao Assaí em uma transação que está prevista em torno de R$5,2 bilhões, a ser recebida pelo Grupo Pão de Açúcar. Assim, os Analistas veem isso como uma operação que possui capacidade de potencializar o crescimento.

A atuação no varejo alimentar, que é considerado um segmento defensivo, permite o bom desempenho do Grupo Pão de Açúcar em períodos de recessão ou baixo crescimento econômico. Além disso, o GPA vem alcançando importantes avanços dentro da divisão de e-commerce, que foi impulsionada devido às restrições sociais impostas pela pandemia do coronavírus.

Dentro deste aspecto, destacamos as melhorias na eficiência logística e a otimização do seu portfólio. Com a cisão das operações do Assaí (atacado), entendemos que o desconto nas ações PCAR3 se mostram exagerados para a nova estrutura, que conta com baixo nível de endividamento e métricas de retorno em linha com os pares.

Ações de transmissão de energia elétrica

As empresas do setor de energia elétrica também são procuradas em momentos de maior incerteza na Bolsa de Valores, seja pela sua resiliência em momentos difíceis, seja pela sua política de remuneração aos acionistas. As transmissoras ainda possuem o atributo de ser uma boa proteção contra momentos de inflação alta. Assim sendo, neste setor, destacam-se:

Taesa (TAEE11)

A Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa) está entre os principais grupos privados de transmissão de energia elétrica do Brasil em termos de Receita Anual Permitida (RAP). A companhia concentra-se na construção, operação e manutenção de ativos de transmissão.

A indústria de energia é um dos mercados que possuem alta previsibilidade de receita, destacando-se o segmento de transmissão, que é favorecido pelos longos contratos de concessão. Atualmente, a Taesa concentra-se na construção, operação e manutenção de ativos de transmissão, o que lhe permite uma vantagem comparativa no quesito de apuração futura de seu faturamento.

Outro ponto de resiliência para as atuantes no setor é a forma com a qual são remuneradas, via RAP (Receita Anual Permitida), ou seja, a parcela da receita que as transmissoras recebem por sua disponibilidade de serviço e não pelo quanto de energia elétrica transmitem. Dessa forma, quando são firmados os contratos de transmissão, a ANEEL estipula o quanto cada transmissora receberá de RAP. Vale destacar que a Taesa está entre os maiores grupos privados do Brasil em relação à remuneração via RAP.

Sua gestão eficiente vem sendo refletida através dos consistentes resultados apresentados ao longo dos últimos trimestres. Além disso, a política de pagamento de dividendos adotada pela empresa é considerada sólida e consistente, proporcionando um alto nível de remuneração aos acionistas.

A previsibilidade na geração de receita e os reajustes alinhados com os índices de inflação ainda contribuem para o seu bom desempenho.
                                   

A equipe de Análise da Toro avalia que ainda há espaço para o Brasil crescer estruturalmente, o que tende a gerar novas oportunidades e contratos de transmissão rentáveis, favorecendo o desempenho futuro da Taesa. A participação ativa em leilões de transmissão ao longo do ano de 2021 também colabora para a sua performance.

Ações de shoppings centers

Por fim, há também o setor de shopping centers que vai se beneficiar da retomada da economia e da circulação de pessoas, como os números já começam a demonstrar. Neste segmento, preste atenção em:

Iguatemi (IGTI11)

A Iguatemi é considerada uma das grandes empresas full-service para shopping centers do Brasil, atuante nas regiões de maior poder aquisitivo do país, sendo algumas delas detentoras do aluguel por metro quadrado mais valorizado da América Latina.

Além da administração de centros comerciais, a Iguatemi atua no desenvolvimento de projetos multiuso no entorno dos shopping centers, buscando capturar as sinergias entre os centros comerciais e estes empreendimentos imobiliários.

Em conjunto, a Iguatemi mantém forte relacionamento com marcas premium há vários anos, o que gera oportunidades na exploração do negócio de outlets e resiliência em momentos adversos do mercado devido ao foco no público-alvo de alta renda.

Recentemente, a companhia anunciou o processo de reorganização societária com a sua controladora, Jereissati Participações, que visa a incorporação das ações da Iguatemi pela Jereissati. Com isso, a Iguatemi se tornaria subsidiária integral do Grupo Jereissati. A operação, que vai consolidar as bases acionárias em uma única empresa de capital aberto (denominada Iguatemi S.A.), permitirá a obtenção de recursos para acelerar sua estratégia de crescimento, além de capturar oportunidades futuras de consolidação.

Essa nova estrutura abre espaço para atração de capital e novas rodadas de investimentos, a partir de aquisições estratégicas sem comprometer o endividamento.
                                   

Nossos Analistas de Investimento aqui na Toro também destacam que o portfólio da Iguatemi tem uma considerável vantagem competitiva em relação aos seus pares, tendo em vista que seus empreendimentos são focados no segmento de alta renda, que atribuem maior resiliência em termos de demanda e fortalecimento da plataforma de marketplace.

A empresa já atua na quase totalidade da capacidade de utilização, a partir da retomada gradual de circulação de pessoas, diante da aceleração das campanhas de vacinação e consequente redução das medidas de isolamento social, apesar dos novos casos de variantes do coronavírus.

Além dos fatores citados, os múltiplos atuais de Iguatemi se encontram bastante depreciados em relação ao seu histórico e a recuperação de tais indicadores pode ocorrer no futuro, apesar do cenário macroeconômico mais desafiador, com inflação e taxa de juros mais elevadas.

Multiplan (MULT3)

A Multiplan possui um portfólio premium de shopping centers, em localizações privilegiadas no país. Por se tratarem de empreendimentos voltados para classes A e B, a empresa conta com uma clientela de alto poder aquisitivo, com renda e consumo menos sensíveis aos períodos de crises e inflação.

Além disso, a maior parte da receita advém da locação de lojas. Os contratos para a locação são determinados com base em (i) um aluguel mínimo e (ii) um aluguel calculado pela aplicação de um percentual que incide sobre o total do faturamento da loja. Dessa forma, a maior parte dos resultados estão ligados a dois grandes fatores: (i) taxa de ocupação das lojas e (ii) faturamento das lojas.

A característica do portfólio da Multiplan, de mix de produtos, público-alvo e localizações de qualidade superiores, irá favorecer a retomada da taxa de ocupação e a operação após a reabertura da economia.

O setor, no geral, já vem apresentando números expressivos no que tange à recuperação, com alguns shopping centers demonstrando performance superior aos períodos pré-pandemia, em 2019.
                                   

O perfil dos empreendimentos da Multiplan se encontra em posição privilegiada dentro do setor para continuar aproveitando de uma recuperação das vendas, mas mantendo a resiliência para possíveis fatores externos, como macroeconomia, por exemplo.

Além disso, o desenvolvimento do seu banco de terrenos abre espaço para futuras aquisições e desenvolvimentos, tanto de novos terrenos como de outros empreendimentos, impulsionando o seu crescimento também de maneira inorgânica.

Atualmente, as ações da Multiplan se mostram descontadas como consequência dos efeitos da pandemia de Covid-19 nos anos de 2020 e 2021. Sob tal ótica, o atual patamar de preço das ações do setor e, em especial os da Multiplan, se mostram atrativos, o que a coloca como boa oportunidade de investimento no longo prazo.

Ações de saúde e farmacêuticas

Blau Farmacêutica (BLAU3)

A Blau é uma indústria farmacêutica considerada líder no segmento institucional e pioneira em biotecnologia. Com um portfólio de medicamentos de alta complexidade, foca em segmentos relevantes, tais como: hematologia, oncologia, nefrologia, especialidades, antibióticos, além de diversas classes terapêuticas.

Atuando na fabricação de medicamentos próprios para variadas classes terapêuticas, a Blau Farmacêutica possui foco nas divisões de biológicos, especialidades e oncológicos, além de deter um amplo portfólio de produtos injetáveis, indispensáveis para hospitais, clínicas e HMOs.

Atualmente, a empresa conta com 4 unidades de negócios: (i) Biológicos, divisão composta por medicamentos em células vivas, produzidas por síntese química. São classes diversas e heterogêneas de produtos obtidos por materiais biológicos e biotecnológicos; (ii) Especialidades, que são os medicamentos utilizados no dia a dia de hospitais, como tratamento de doenças infecciosas, procedimentos especiais, entre outros; (iii) Oncológicos, compreendendo os produtos destinados ao tratamento do câncer; e (iv) Outros, que abrangem medicamentos sob prescrição médica, isentos de prescrição, focados no mercado de varejo (retail) e no mercado institucional (non retail).

Além disso, a companhia detém uma divisão de Novos Negócios, que é composta pelas áreas de Desenvolvimento de Parcerias e Pesquisa em Desenvolvimento e Inovação. Dentro deste aspecto, a primeira unidade se dedica a busca contínua por parcerias estratégicas, visando a ampliação do portfólio da sua seção institucional. Enquanto o segmento de PD&I é voltado para o desenvolvimento de novos produtos, gerando vantagens competitivas para a Blau Farmacêutica.

A empresa realizou sua oferta pública inicial de ações, no primeiro semestre de 2021, movimentando R$1,2 bilhão. A maior parte dos recursos obtidos na captação, destina-se à expansão de sua capacidade produtiva em conjunto com a verticalização de insumos estratégicos, além de investimentos em centros de coleta de plasma nos Estados Unidos.

Para o futuro, a Blau visa ser a maior e mais moderna indústria farmacêutica de biotecnologia e de especialidades da América Latina, buscando atender à crescente demanda por saúde.

Somado a isso, o segmento institucional de medicamentos de alta complexidade conta com elevada barreira de entrada para novos players, considerando tanto questões regulatórias, quanto particularidades relacionadas à produção. Os Analistas da Toro ressaltam ainda a sua capacidade produtiva em larga escala, permitindo eficiência e flexibilidade operacional.

A estratégia da Blau de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação possibilita o crescimento futuro. Além disso, destacamos os investimentos em torno da expansão da sua capacidade produtiva, gerando maior eficiência e flexibilidade operacional. A empresa ainda se beneficia das perspectivas favoráveis para o seu mercado de atuação, diante do envelhecimento da população brasileira.

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Capítulo 4

Os melhores investimentos de curto prazo em 2022

Os dois últimos anos foram marcados por grande volatilidade na Bolsa de Valores, especialmente devido às implicações econômicas da pandemia e a recuperação após o início da vacinação. Em ano eleitoral, o mercado também aguarda oscilações de preços bastante significativas com a aproximação e o decorrer do pleito.

Essa volatilidade pode abrir caminho para ótimos negócios no curto prazo, sejam por ativos que ficam mais baratos ou por oportunidades detectadas por uma boa análise técnica baseada em gerenciamento de risco.

Para os investidores de longo prazo, tivemos diversas empresas operando em regiões de preço extremamente atrativas, algumas delas chegando a ter o preço de mercado abaixo do seu valor patrimonial.

Além disso, os investimentos de curto prazo possibilitam que os investidores explorem todos os movimentos do mercado, tanto de alta como de queda, já que umas das estratégias de swing trade é operar vendido, ou seja, realizar operações de venda a descoberto (ou short selling).

Se você gosta de oportunidades no curto prazo (dias, semanas e meses) ou até mesmo operações dentro do mesmo dia, aqui na Toro há ao menos duas excelentes soluções para guiar os seus negócios: a carteira mensal de ações recomendada e a sala de Day Trade ao vivo.

Carteira de ações mensal da Toro

A primeira alternativa para quem opera no curto prazo é acompanhar a carteira mensal de ações da Toro Investimentos. No primeiro dia útil de cada mês, nossos Analistas selecionam 5 ativos com potencial de performar acima dos principais índices de mercado no período.

Acesse o link abaixo e veja quais foram as empresas selecionadas pelos experts e a tese com base nos indicadores de análises técnica e fundamentalista por trás de de cada escolha:

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Descubra quais são as melhores oportunidades para este mês.

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Além disso, você fica por dentro de quais setores estão em alta e dos fatores internos e externos que afetam cada empresa recomendada, além do desempenho esperado dado o cenário atual.

Day Trade e mercado ao vivo

Para ficar por dentro de toda a movimentação dos índices, câmbio e ações, a dica é participar da nossa live de Day Trade ao vivo. Nos dias úteis, das 9h às 17h, os Analistas da Toro acompanham o mercado, comentam cenário econômico, fazem análises, destacam as possibilidades de trades e ainda tiram suas dúvidas sobre investimentos e análise técnica.

Para quem opera Day Trade e Swing Trade, é a oportunidade de participar de uma sala com outros traders, fazer networking e saber mais sobre estratégias, setups e análise gráfica. Por outro lado, para quem deseja ficar por dentro de todas as novidades do mundo dos investimentos, é a chance de ter uma fonte confiável de informações de qualidade.

Acesse página no link abaixo e participe grátis da nossa live gratuita de Day Trade e mercado ao vivo com experts e outros traders e não perca os principais negócios do dia:

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Capítulo 5

Melhores Fundos de Investimento Imobiliário de 2022

Uma das melhores formas de ganhar dinheiro com imóveis está na Bolsa de Valores: ser cotista dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs). Os FIIs possibilitam que o investidor tenha uma renda mensal, isenta de Imposto de Renda, vinda da distribuição do lucro líquido do Fundo na forma de dividendos que chegam a superar o rendimento da Poupança e à boa parte dos produtos de Renda Fixa disponíveis.

Após um 2021 bastante intenso no mercado de Fundos Imobiliários (FIIs), muitos deles estão com preços bastante interessantes após uma sequência de quedas no mercado. Além de serem ótimos ativos em termos de patrimônio, ocupação e dividend yield, nossos Analistas avaliam que boa parte do FIIs estão sendo negociados com desconto na Bolsa de Valores.

Para 2022, a valorização dos FIIs ainda depende de uma retomada mais completa da economia, o que acontecerá especialmente com o avanço da vacinação..

Já com o cenário de alta da Selic previsto para o ano, alguns Fundos Imobiliários de papel devem se beneficiar do aumento das taxas de juros, pois têm produtos atrelados ao CDI nas suas carteiras. Os FIIs de recebíveis também podem ser uma proteção contra a inflação, caso a mesma continue pressionada, pois alguns títulos possuem indexadores como o IPCA ou o IGP-M.

Por fim, nos FIIs de tijolo (imóveis físicos), ainda que tenha ocorrido uma queda generalizada no setor em 2021, há boas oportunidades no médio e longo prazo, como, por exemplo, os Fundos que atuam nos ramos de logística, shopping centers e industrial, que são favorecidos pelo crescimento do comércio eletrônico, pela volta da circulação de pessoas e pela retomada da indústria.

Então, entre os melhores Fundos Imobiliários para 2022, nossos Analistas destacam:

Bresco Logística (BRCO11)

O Bresco Logística conta com gestão especializada no segmento e anos de experiência. É um Fundo com mais de 10 imóveis logísticos e possui um foco em imóveis de alto padrão e localização privilegiada próxima aos grandes centros urbanos.

A política de aquisições do FII é a de adquirir imóveis estabilizados, com mais de 85% de taxa de ocupação. Com concentração em imóveis de excelente padrão construtivo e foco em ativos “last-mile” (próximos aos centros urbanos), o Portfólio do FII é competitivo e deve continuar sendo bem demandado ao longo dos anos seguintes.

O portfólio do BRCO11 é de alto nível em padrão construtivo e em qualidade. Ademais, a gestão é ativa e experiente e, aliada ao bom momento do setor, fazem deste FII uma boa opção de investimento para o longo prazo.

O segmento logístico tem crescido muito nos últimos anos e os especialistam ressaltam que, impulsionado pelo crescimento do e-commerce, deve continuar evoluindo. Os ativos logísticos last-mile estão cada vez mais demandados, visto que as grandes varejistas brigam por fretes cada vez mais rápidos.

FII VBI CRI (CVBI11)

O CVBI11 é um Fundo de Recebíveis gerido pela VBI Real Estate e focado no mercado imobiliário. O Fundo possui processos rigorosos de análise de crédito e de garantias para selecionar ativos de crédito de alta qualidade indexados ao CDI ou à inflação, além de cotas de outros FIIs de papel.

A gestão ativa do Fundo demonstrou agilidade para alocar recursos captados nas emissões e conseguiu montar um portfólio de crédito pulverizado e com boas taxas. Este Fundo Imobiliário tem potencial para continuar distribuindo bons rendimentos ao longo de 2022, tendo grande parte dos seus títulos atrelados ao IPCA e uma parte ao CDI.

O processo de investimento do Fundo faz a seleção de títulos com baixo risco de crédito e boas estruturas de garantias, fazendo com que seja classificado como “High Grade” (de títulos de qualidade).

A gestão ativa do Fundo demonstrou agilidade para alocar recursos captados nas emissões e conseguiu montar um portfólio de crédito pulverizado e com boas taxas. Este Fundo Imobiliário tem potencial para continuar distribuindo bons rendimentos ao longo de 2022, tendo grande parte dos seus títulos atrelados ao IPCA e uma parte ao CDI.

CSHG Real Estate (HGRE11)

Fundo de lajes corporativas da CSHG (Credit Suisse Hedging-Griffo) com gestão ativa. O HGRE possui participação em cerca de 20 ativos imobiliários com diferentes teses de investimentos e a gestão ativa tem liberdade para reciclar e posicionar o portfólio de acordo com os ciclos imobiliários. O setor de lajes corporativas sofreu bastante em 2020 e 2021 e, segundo nossa equipe de Análise, o setor pode melhorar ao longo de 2022.

O HGRE11 particularmente realizou diversas operações, reciclando seu portfólio e o deixando mais adequado para uma possível retomada.

Já é possível observar a parte comercial reportando melhoras e o Fundo possui espaço para aumentar a distribuição de proventos ao longo dos próximos meses conforme consiga reduzir a vacância do portfólio.

Malls Brasil Plural (MALL11)

Fundo de Shoppings da gestora Brasil Plural que conta com a consultoria especializada da Onebridge Capital. Com participação em 7 ativos, o objetivo do Fundo é obter rendimentos mensais em Shopping Centers performados, resilientes e com dominância regional.

Em um dos setores que foram mais severamente impactados pelas restrições de circulação impostas pela pandemia, o segmento de shopping centers já apresenta fortes sinais de recuperação.

O MALL11 foi um dos FIIs de shoppings que conseguiu mostrar resiliência durante a pandemia, com um portfólio diversificado regionalmente e com ativos de qualidade. No momento, conforme o cronograma de vacinação avança e a reabertura da economia acontece gradualmente, já observa-se alguns dos shopping centers do portfólio voltando a patamares de performance pré-pandemia. Com a remoção das restrições de circulação, o Fundo possui boas perspectivas para o ano de 2022.

RBR Alpha Fundo de Fundos (RBRF11)

O RBRF11 é um Fundo de Fundos (FOF) em que sua estratégia de investimentos tem o objetivo de adquirir cotas de outros Fundos de Investimento Imobiliário, que, por sua vez investem diretamente em imóveis prontos com potencial de valorização e ativos financeiros com lastro imobiliário (CRIs, LCIs e LHs).

O RBRF11 possibilita que o investidor diversifique seu portfólio, adquirindo em uma única cota a exposição em mais de 30 FIIs e ativos financeiros, alocados estrategicamente pela gestão ativa e profissional do Fundo.

Um ponto interessante é o acesso que o RBRF11 tem a FIIs e títulos que são restritos a investidores profissionais.

A gestão se propõe a realizar a alocação dos recursos de maneira ativa, com exposição aos diversos segmentos dentro da categoria. De recebíveis à desenvolvimento, o Fundo conta com toda a expertise da RBR Asset, focada no mercado de Real Estate.

O time de Análise da Toro entende que o RBRF11 possui um bom carrego e deve entregar um bom retorno nos próximos meses, além de ser uma maneira simples de entrar no mercado de FIIs de maneira diversificada.

melhores FIIs de 2022

Em 2022, invista em imóveis de um jeito revolucionário.

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Capítulo 6

Melhores Fundos de Investimentos em 2022

Os Fundos de Investimentos consistem na forma mais simples para acessar investimentos, por isso mesmo acabam sendo uma das principais portas de entrada de muitas pessoas para este universo.

Esse tipo de investimento é mais acessível, pois os cotistas não precisam se preocupar com o acompanhamento do mercado e com a escolha de cada ativo para compor a carteira. Tais funções são realizadas pelo gestor de cada Fundo que está 100% dedicado ao estudo do mercado.

Dessa forma, o investidor conta uma gestão profissional do seu capital, o que pode contribuir muito na busca de boa rentabilidade, além de viabilizar a diversificação, mesmo com pouco capital investido, além de tributação mais simples.

Entretanto, é importante ter atenção na hora de fazer boas escolhas sobre os Fundos nos quais pretende aportar os seus recursos.

Para te ajudar nessa importante decisão, vamos apresentar os tipos de Fundos de Investimentos mais procurados.

Melhores ETFs nacionais para investir em 2022

Entre as alternativas mais buscadas, há os ETFs (Exchange Traded Funds), que são Fundos de Investimentos com cotas negociadas na Bolsa de Valores e buscam acompanhar a rentabilidade de algum índice de mercado, como o Ibovespa.

Por ter essa característica, os ETFs são de gestão passiva, isto é, sua valorização tende a seguir a valorização geral do mercado. Para 2022, os melhores ETFs para investir, pensando no mercado brasileiro, segundo nosso time de Análise são:

BOVA11 (Ibovespa Fundo de Índice)

O BOVA11 é um ETF que tem como principal objetivo acompanhar as movimentações do Ibovespa, o principal índice acionário da Bolsa brasileira. As ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa correspondem a cerca de 80% do número de negócios e do volume financeiro movimentado no mercado brasileiro.

O investimento em BOVA11 é vantajoso pois é possível diversificar os investimentos nos principais ativos da Bolsa de Valores brasileira através dele. A Bolsa brasileira, representada pelo índice Bovespa, reflete o ambiente econômico no país, sendo assim, o investidor consegue ganhar quando o Ibovespa se valorizar.

DIVO11 (IDIV Fundo de Índice)

O DIVO11 é um ETF que tem como principal objetivo acompanhar as movimentações do Índice Dividendos (IDIV). Este índice é composto pelas ações e units negociadas na B3 e que se destacam em termos de remuneração dos investidores sob a forma de dividendos ou juros sobre capital próprio (JCP), apresentando os mais elevados dividend yields (proventos pagos/preço) dos últimos 36 meses.

A vantagem de investir em ações que pagam bons dividendos através do DIVO11 é capturar os mesmos retornos, com a garantia do reinvestimento dos dividendos automaticamente, sem incorrer em custos de transação. Além, claro, do potencial de diversificação que o investidor se beneficia aplicando através de ETFs.

SMAL11 (Small Cap Fundo de Índice)

O SMAL11 é um ETF que tem como principal objetivo acompanhar as movimentações do Índice Small Cap (SMLL). Este índice busca ser o indicador do desempenho médio das cotações dos ativos de uma carteira composta pelas empresas de menor capitalização da Bolsa.

A vantagem de investir no SMAL11 é a diversificação em companhias que possuem alto potencial de retorno devido ao seu tamanho. Geralmente, são empresas com expectativa de crescimento mais acelerado no curto e médio prazo. Como individualmente as ações de small caps costumam ter baixa liquidez (negociação relativamente menor) no mercado, investir através do índice SMAL11 é um mecanismo pelo qual o investidor consegue se proteger desse fator.

Fundos de Investimento em Ações (FIA)

Os Fundos de Investimento em Ações (FIA) tem como objetivo investir no mercado acionário, com a perspectiva de aplicar, no mínimo, 67% do seu patrimônio em ações negociadas no mercado organizado ou em ativos relacionados a esses mercados como, por exemplo:

  • Bônus ou recibos de subscrição.
  • Certificados de depósito de ações.
  • Brazilian Depositary Receipts (BDR).
  • Cotas de outros fundos de ações.
  • E cotas de fundos de índice de ações.

É importante destacar que essas aplicações possuem objetivos de longo prazo e são aconselhadas para investidores com maior disposição a riscos.

Entre as boas alternativas para investidores que buscam Fundos de Ações, destacam-se:

Tork Long Only Institucional FIC FIA

O Tork Long Only Institucional FIC FIA é um Fundo de ações cuja exposição líquida comprada varia tipicamente entre 90% e 100% do patrimônio. O Fundo busca obter retornos reais superiores ao custo de oportunidade local, no longo prazo, através do investimento em ações.

Aporte inicial mínimo: R$5.000,00

CNPJ: 31.533.145/0001-81

Sharp Equity Value Institucional FIA

O Sharp Equity Value Institucional FIA é um Fundo de Investimentos em ações que busca gerar ganhos de capital no longo prazo. Para isso, é realizada uma gestão ativa de investimentos focada no mercado acionário, investindo entre 80% e 100% do seu patrimônio em ações.

Aporte inicial mínimo: R$20.000,00

CNPJ: 17.898.650/0001-07

Fundo de Ações Monetus FIA

O Monetus FIA é um Fundo de Investimentos em ações que busca superar o índice Bovespa no longo prazo. Para isso, o Fundo se baseia na aquisição de ativos com elevado potencial de valorização, por meio da identificação de distorção entre o valor justo e o preço de negociação.

Aporte inicial mínimo: R$30,00

CNPJ: 13.033.721/0001-40

Fundos de Investimento Multimercados (FIM)

Os Fundos de Investimento Multimercados (FIM) são aqueles que apresentam uma política de investimento voltada para diversos fatores de risco, podendo aplicar em vários mercados, como ações, câmbio, Renda Fixa e outros.

Dessa forma, esses Fundos contam com flexibilidade, já que não são limitados a realizar alocações mais concentradas em uma única classe de ativos. Com isso, os multimercados costumam ser ótimos para viabilizar a diversificação da sua carteira de investimentos.

As estratégias dos Fundos Multimercado também podem incluir a utilização de derivativos para alavancagem.

Tendo em vista as perspectivas de investimentos para 2022, alguns Fundos Multimercados podem ser destacados, tais como:

Bahia AM FIC FIM

O Bahia AM FIC FIM, lançado em 2008, é um Fundo de Investimento em cotas (FIC) de Fundos de Investimento multimercado (FIM), que possui como objetivo alcançar a rentabilidade de longo prazo. Dentro deste aspecto, os Fundos investidos buscam oportunidades, principalmente, nos mercados de taxa de juros pré e pós-fixadas, índices de preço, moeda estrangeira, renda variável e derivativos diversos, negociados nos mercados interno e/ou externo.

Aporte inicial mínimo: R$ 20.000,00

CNPJ: 09.528.698/0001-97

Kinea Chronos FIM

O Kinea Chronos FIM, lançado em 2015, é um Fundo de Investimento multimercado (FIM), que possui como objetivo alcançar a rentabilidade de longo prazo através de uma estratégia diversificada. Dentro deste aspecto, o Fundo realiza alocações em diferentes classes de ativos, como ações, moedas, Renda Fixa e commodities, tanto no mercado local, quanto no mercado internacional.

Aporte inicial mínimo: R$ 5.000,00

CNPJ: 21.624.757/0001-26

RPS Equity Hedge D30 FIC FIM

O RPS Equity Hedge D30 FIC FIM, lançado em 2019, é um Fundo de Investimento em cotas (FIC), que possui como objetivo alcançar a rentabilidade através da utilização de instrumentos de renda variável e seus derivativos. Dentro deste aspecto, o Fundo busca o reconhecimento de distorções de preços entre ativos, tornando-o menos dependente de movimentos direcionais do mercado.

Aporte inicial mínimo: R$ 500,00

CNPJ: 25.530.044/0001-54

Fundos de Investimentos Cambiais

Os Fundos de Investimentos Cambiais possuem como principal característica a aplicação em ativos atrelados à flutuação de preços de moedas estrangeiras. A estratégia deste tipo de Fundo consiste em aplicar, no mínimo, 80% do seu patrimônio em títulos associados a moedas.

Investir em Fundos Cambiais permite obter ganhos com a variação cambial e também proteger os objetivos de médio e longo prazo contra as oscilações da moeda.

Além disso, a diversificação obtida com o investimento e a facilidade de investir no mercado de câmbio sem precisar adquirir diretamente moedas também representam boas vantagens dos Fundos Cambiais.

Fundos de Investimento em Renda Fixa

Os Fundos de Investimento em Renda Fixa são aqueles que precisam investir, no mínimo, 80% do seu patrimônio em aplicações de Renda Fixa, como, por exemplo, títulos de emissão bancária, debêntures, títulos públicos federais, entre outros.

Esses fundos são divididos de acordo com os ativos presentes na sua carteira e a política de investimentos adotada, sendo eles:

  • Curto Prazo
  • Referenciado
  • Dívida Externa
  • Simples
  • Crédito Privado

A diversificação alcançada através do volume financeiro que o Fundo dispõe e a rentabilidade, normalmente superior à taxa do CDI, são as principais vantagens desse tipo de aplicação.

Além disso, alguns Fundos de Renda Fixa apresentam a liquidez e segurança necessária para compor uma parte da reserva de emergência do investidor, sendo uma boa opção para a diversificação desses recursos.

Entre os melhores Fundos de Renda Fixa para investir, destacamos:

Pi Tesouro Selic FI Renda Fixa Simples

O Pi Tesouro SELIC FI Renda Simples é ideal para aplicar a sua reserva de emergência, pois a sua categoria exige que ele invista no mínimo 95% em títulos públicos ou em outros títulos de Renda Fixa com risco muito próximo dos títulos públicos. Dessa forma, o Pi Tesouro Selic consiste em um Fundo de risco muito baixo, que conta com resgate no mesmo dia útil no qual for feita a solicitação. Além disso, trata-se de um Fundo taxa zero: não cobra taxa de administração anual e não possui taxa de performance.

Classificação ANBIMA: Renda Fixa Duração Baixa Grau de Investimento

Aporte inicial mínimo: R$ 30,00

Prazo de resgate: D+0

CNPJ: 30.353.590/0001-05

ARX Denali Fc FI RF Crédito Privado

A política de investimento do Fundo consiste em aplicar, no mínimo, 95% de seu patrimônio líquido em cotas do ARX DENALI MASTER FIRF CP, que busca superar o CDI, através da aplicação dos recursos em uma carteira diversificada de ativos financeiros e demais modalidades operacionais disponíveis no âmbito do mercado financeiro.

Classificação ANBIMA: Renda Fixa Duração Baixa Grau de Investimento

Aporte inicial mínimo: R$ 1.000,00

Prazo de resgate: D+1

CNPJ: 30.921.203/0001-81

AZ Quest Debêntures Incentivadas FIC FI CP

O objetivo do Fundo consiste em obter retornos superiores ao IMA-B 5, sobretudo através de uma gestão ativa através de uma carteira de títulos de crédito privados, primordialmente de debêntures de empresas de alta qualidade, ligadas ao setor de infraestrutura, que atendam aos critérios da Lei 12.431/2011.

Classificação ANBIMA: Multimercados Estratégia Específica

Aporte inicial mínimo: R$ 5.000,00

Prazo de resgate: D+30

CNPJ: 25.213.405/0001-39

Um fator importante que todo mundo que quer aplicar em Fundos de Investimentos deve ter atenção são as taxas cobradas. Nem todas são cobradas em todos os Fundos, mas é importante conhecê-las. As principais taxas são:

Taxa performance:
Cada Fundo possui um índice de referência, conhecido como benchmark, e metas para superá-lo. Quando o Fundo de Investimento consegue cumprir essa meta pré-estabelecida, pode haver a cobrança da taxa de performance, que é uma porcentagem sobre o rendimento acima da meta.
Taxa de saída:
A taxa de saída é a menos comum dentre as três, mas pode ser cobrada quando o investidor resgata parte do capital aplicado no Fundo. Normalmente, a cobrança só incide em caso de saída antes de um prazo mínimo, mas isso pode variar de Fundo para Fundo.
Taxa de administração:
A taxa de administração é paga sobre o valor total investido e serve para remunerar os gestores do fundo pelo serviço prestado.

Uma boa notícia é que ao investir em qualquer fundo através da Toro Investimentos, você recebe parte da taxa de administração de volta, em dinheiro.

Esse é o cashback em Fundos da Toro. Nós abrimos mão de uma parte que iria para nosso bolso e devolvemos para você, direto na sua conta Toro e em dinheiro.

Quer saber como? É só realizar suas aplicações pela sua conta na Toro. Se você ainda não tem uma conta na Toro Investimentos, abra agora mesmo pois o processo é rápido, fácil e totalmente grátis.

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Capítulo 7

Melhores investimentos em Renda Fixa para 2022

O momento dos juros mais baixos da história em virtude da necessidade de estímulos econômicos provocados pela pandemia já passou. O atual ciclo de altas na Selic trouxe novamente a atratividade dos produtos de Renda Fixa entre os investidores.

O ano de 2021 terminou com a Selic em 9,25%, maior patamar desde 2017, e o mercado já enxerga a taxa nos dois dígitos em 2022. Tanto as mais recentes reduções quanto os seguintes aumentos na Selic ocorreram em um curto espaço de tempo, cerca de um ano.

Em um ano em que o retorno da Renda Variável (considerando o Ibovespa) foi bastante fraco, pelas questões ditas anteriormente, os investidores voltam a olhar com carinho para a Renda Fixa. O patamar dos juros elevados deve se manter enquanto eles forem uma alternativa para conter a inflação nacional.

                                           
Mas não há garantia de que o nível atual dos juros não vá mudar daqui para frente, de forma que uma carteira diversificada de investimentos necessariamente passa também por uma alocação em Renda Fixa.
                                   

Onde investir em Renda Fixa em 2022?

Os investimentos de Renda Fixa têm a sua rentabilidade guiada pela taxa DI – ou “taxa do CDI” –, que, por sua vez, acompanha de perto a Selic, principal referência de juros na economia.

Dado o atual cenário inflacionário no Brasil, a tendência é que a taxa Selic permaneça em níveis elevados em 2022, tendo em vista que este é o principal mecanismo de controle das altas dos preços pelo Banco Central.

Sendo assim, os Analistas de Investimento da Toro recomendam buscar uma carteira de títulos de Renda Fixa bem diversificada em 2022.

                                           
Neste ano, o investidor deve optar principalmente por investimentos pós-fixados atrelados à taxa DI ou à Selic e produtos híbridos atrelados ao IPCA.
                                   

Lembrando que, apesar de ser mais segura, na Renda Fixa também podem existir riscos, especialmente de rentabilidade real (descontando-se a inflação). Então, no caso dos títulos prefixados, o cenário ideal é evitar aplicações com prazos superiores a 1 ano, visto que a perspectiva para 2022 ainda é de alta na taxa de juros, o que pode tornar as alocações pouco atraentes quando em comparação com outros títulos dos tipos pós-fixados ou híbridos atrelados ao IPCA.

Além disso, em investimentos em Renda Fixa, o investidor também deve dominar as diferentes características de cada produto. Entenda a seguir:

Emissores

Públicos e privados

Os títulos públicos são emitidos pelo Governo Federal. Já os títulos privados são emitidos por bancos (CDBs, LCIs e LCAs) e financeiras (Letras de Câmbio).

Rentabilidade

Prefixado, pós-fixado e híbrido

Os prefixados anunciam de antemão exatamente quanto vão pagar até o vencimento do título. Os pós-fixados são geralmente atrelados a um percentual da Selic: se a taxa sobe, o título rende mais. Já os híbridos misturam os dois formatos: normalmente indexados ao IPCA mais uma taxa fixa.

Prazo

De 1 a 30 anos

Há opções com prazo de 1 a 30 anos. É importante se atentar para os prazos, especialmente no caso de títulos privados, já que não é possível sacar os valores antes do vencimento.

Taxas

Taxa zero na Toro

As principais taxas são de custódia e de administração. Mas na Toro você paga taxa Zero. Não cobramos nada para você investir com a gente.

Impostos

De 0% a 22,5% de IR

Para a maioria dos títulos, o percentual varia de 15% a 22,5% e é menor para investimentos com prazos maiores. Já LCIs e LCAs são isentos de IR. Ainda pode incidir IOF, caso o dinheiro seja resgatado com menos de 30 dias.

Riscos

Com e sem a cobertura do FGC

O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é o mesmo fundo que garante os investimentos em poupança, assegurando a cobertura de R$250 mil por CPF ou CNPJ e conglomerado financeiro, limitado a R$1 milhão no prazo de 4 anos. No caso de títulos públicos, não há cobertura do FGC, então há o risco de calote por parte do governo.

Recomendamos sempre escolher produtos cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para que o seu investimento esteja protegido.

O FGC é um órgão que assegura a todos os títulos cobertos por ele uma garantia de R$250 mil por CPF ou CNPJ e conglomerado financeiro, limitado a R$1 milhão no prazo de 4 anos. Isso quer dizer que se o banco que emitiu um título de Renda Fixa falir, mas houver a cobertura do FGC, o investidor pode ter seu dinheiro de volta conforme as condições definidas pelo Fundo Garantidor de Crédito.

Ademais, é bom lembrar que a reserva de emergência, aquele dinheiro que você pode precisar em caso de alguma eventualidade, não deve ser utilizado para investimentos com baixa liquidez, isto é, que você não consegue resgatar imediatamente, pois eles não permitem saque antecipado.

Por fim, a melhor forma de saber exatamente qual é o melhor investimento hoje em Renda Fixa, é realizar uma simulação e descobrir qual o título está oferecendo a melhor rentabilidade neste momento. E, claro, você pode realizar essa pesquisa em poucos segundos e de graça aqui na Toro, basta clicar no link abaixo.

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Capítulo 8

Onde investir em 2022 no exterior: de olho no que acontece lá fora

Os investimentos no exterior ganham cada vez mais notoriedade, especialmente em um ano eleitoral no Brasil. Os investidores buscam proteger e diversificar parte do seu patrimônio em relação ao risco-Brasil e conquistar maior rentabilidade.

Entre grandes assuntos que ainda rondam a economia mundial, podemos destacar:

  • A inflação global (especialmente na China, EUA e Europa).
  • Os problemas de fretes internacionais e na cadeia de suprimentos.
  • A escassez de chips na indústria eletrônica.
  • O controle dos casos e variantes de Covid-19 que voltaram a aumentar na Europa no final de 2021.
  • Os sinais do mercado imobiliário chinês e a crise da Evergrande.
  • A relação entre oferta e demanda das principais commodities (petróleo, minério, soja, etc).
  • O avanço da vacinação internacional e a reabertura econômica completa.
  • As políticas monetárias e as decisões de juros nos gigantes EUA, China e União Europeia.
  • A concessão e/ou retirada de estímulos econômicos ao redor do mundo.
  • O quanto as principais nações vão conseguir crescer no ano de 2022.

No cenário que se apresenta para 2022, especialmente com as Bolsas norte-americanas renovando as máximas históricas no pós-pandemia, aplicar em ativos no exterior é uma ótima escolha para quem quer aproveitar os melhores investimentos.

Melhores ETFs americanos e internacionais

A primeira alternativa de investimento visando o exterior são os ETFs internacionais, que focam em índices de ações americanas ou globais. Ou seja, é a oportunidade de diversificar a carteira entre países, moedas, setores e empresas de uma só vez, por meio de uma única cota.

Os Fundos que os Analistas da Toro consideram oportunidades interessantes dadas as condições atuais de mercado são:

IVVB11

O IVVB11 é o ETF que agrega um componente de diversificação muito importante para o portfólio do investidor. Ele replica o Índice S&P 500, principal indicador da Bolsa americana. Ele é composto pelas 500 empresas mais negociadas nos EUA. Além do investidor ter uma exposição a marcas internacionais, ele também se beneficia da valorização do dólar, já que o ETF é negociado em reais e o índice é cotado em dólares. É um veículo que permite uma diversificação ampla entre diversas companhias e setores.

USTK11

O USTK11 é um ETF que oferece uma exposição, diretamente na Bolsa de Valores do Brasil (B3), ao índice MSCI US Investable Market Information Technology 25/50 Index. Mais de 80% da carteira do USTK11 é composta por ativos de mega caps (mais de US$100 bilhões de valor de mercado) ou large caps (entre US$10 bilhões e US$100 bilhões).

Sua divisão setorial é feita da seguinte forma: (i) cerca de 20% em hardware e armazenamento; (ii) cerca de 20% em software; (iii) cerca de 17% em chips (semicondutores); (iv) 15% em processamento de dados; (v) 14% em aplicações digitais entre outros segmentos como serviços de internet, equipamentos eletrônicos etc. Neste ETF, falamos de nomes como Apple, Microsoft, Zoom, Nvidia, Intel, Salesforce, AMD, Dell, entre outras.

Nossos especialistas entendem que este ETF é uma maneira prática e barata de se expor a um setor que cresce rapidamente em um momento em que a transformação digital ganha cada vez mais tração. Além da tese da tendência secular de crescimento e evolução da tecnologia, o ETF oferece exposição cambial, possibilitando uma maior diversificação da carteira e proteção em relação ao cenário doméstico.

REVE11

ETF com exposição ao índice Russell® 1000 Green Revenues 50, composto de 50 grandes e médias empresas nos EUA engajadas em uma transição para uma economia verde. Através deste ETF, o investidor consegue montar uma posição diversificada em marcas globais, com variação cambial, que possuam práticas sustentáveis.

A preocupação com o meio ambiente e com as práticas ESG ganham cada vez mais importância e visibilidade,por meio do REVE11, o investidor consegue se expor à empresas que gerem receitas com atividades “verdes”, como, por exemplo, a Tesla, de veículos elétricos, gerenciamento de resíduos, etc.

Melhores BDRs para investir em 2022

Outra possibilidade de diversificar a carteira no exterior e escolher as melhores empresas de acordo com o seu perfil é o investimento por meio dos BDRs.

Os BDRs são recibos de ações negociadas lá fora que podem ser comprados como qualquer ação da B3, usando sua corretora brasileira. Ou seja, é possível investir em ações de grandes empresas estrangeiras, como Microsoft, Google e Netflix, sem precisar abrir uma conta no exterior.

Esse é um dos produtos que mais se popularizou entre os investidores locais. Após as mudanças das regras pela B3 que favoreceram a entrada de pessoas físicas com menor capital.

                                           
Entre outubro de 2020 a setembro de 2021, o número de investidores com BDRs na carteira subiu mais de 1.400%.
                                   

Entre os melhores BDRs para investir em 2022, nosso time de Análise destaca as seguintes empresas:

Booking (BKNG34)

Referência em plataforma de turismo online, a Booking é uma das maiores empresas da categoria. A empresa atua em mais de 200 países através de 6 grandes marcas (Booking.com, Priceline, Agoda, Rentalcars, Kayak e Open Table) oferecendo serviços relacionados ao turismo, como reservas de hotéis, resorts, pousadas, seguros, cruzeiros, aluguel de carros, etc. Listada em bolsa desde 1999, já sobreviveu à bolha das “ponto com” e cresceu de forma acelerada ao longo dos últimos anos, se consolidando no mercado de viagens online.

Como todo o setor, o negócio da Booking foi severamente impactado pela pandemia, que fez a demanda por viagens despencar em função das medidas de restrição de mobilidade social. Apesar de um último ano difícil, é líder, possui uma marca sólida e um modelo de negócio provado por um tempo considerável.

A equipe de Análise da Toro considera a Booking como uma boa opção para o longo prazo no momento.

                                           
É uma empresa de qualidade e com histórico de geração de caixa, inserida em um mercado muito grande e em transformação.
                                   

A forte presença online e seu histórico também nos fazem estimar que suas plataformas estão muito bem posicionadas para aproveitar a volta e o crescimento da demanda por viagens no próximo ano.

JP Morgan (JPMC34)

Com mais de 200 anos de história, o JP Morgan Chase é um banco múltiplo norte americano, com presença global. Sendo “um dos grandes do setor”, o banco possui atuação em mais de 100 países e mais de 250 mil funcionários. Através de suas marcas JP Morgan (atacado) e Chase (varejo), o Banco possui atuação em diversos segmentos: banco comercial, investment banking, asset management, wealth management etc.

                                           
O JP Morgan é uma das maiores instituições financeiras do planeta, possuindo trilhões de dólares em ativos.
                                   

A forte posição de destaque do Banco frente aos seus pares contribui para que o banco continue aproveitando do bom momento em investment banking, com os mercados de M&A e de emissões de equity e dívida muito aquecidos. A instituição mais que centenária possui um balanço sólido e uma ampla variedade de mercados de atuação. O banco segue constantemente realizando investimentos e aquisições importantes e estratégicas visando crescimento saudável de longo prazo.

Microsoft (MSFT34)

A Microsoft Corporation se destaca como um grande player no mercado, além de ser a maior produtora de softwares do mundo por faturamento e uma das empresas mais valiosas do mundo. A empresa é uma transnacional norte-americana que desenvolve, fabrica, licencia, apoia e vende softwares de computador, produtos eletrônicos, computadores e serviços pessoais. A companhia possui uma vasta gama de produtos, entre os quais: sistemas operacionais Windows, pacote Office, navegadores Internet Explorer/Edge, videogames Xbox, entre outros.

                                           
As suas soluções de computação em nuvem estão conseguindo ganhar mercado e ficando cada vez mais relevantes para a receita total.
                                   

Para conhecer mais alternativas entre os melhores BDRs para investir e montar um portfólio completo e vencedor neste ano, a melhor pedida é seguir a carteira de BDRs recomendados da Toro Investimentos.

Regularmente, nossos Analistas estudam as empresas de maior destaque para investir no exterior e montam uma carteira sugerida de alocação com base nos mais sólidos fundamentos de mercado.

Além disso, neste relatório, você acompanha como está a conjuntura internacional e quais empresas podem se beneficiar das condições atuais.

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Conheça os melhores BDRs para investir hoje.

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Capítulo 9

Investir no Dólar: a moeda é o melhor investimento em 2022?

Uma das principais variáveis econômicas impactadas pela pandemia de Covid-19 foi a taxa de câmbio. O preço nominal do dólar saiu de R$4,00 no final de 2019 e chegou muito perto dos R$6,00 no pior momento da crise em 2020. Desde então, a moeda mostra dificuldade de negociar abaixo dos R$5,00 e flerta com a região de R$6,00 nos momentos de estresse.

A disparada foi uma combinação da queda da taxa de juros, do aumento da fragilidade fiscal, da crise econômica e do aumento do risco global, o que levou investidores a retirarem dinheiro do Brasil para aplicar em outros países considerados mais seguros e/ou estáveis.
                   

Passado o período mais agudo, as coisas se acalmaram conforme o pânico diminuiu e o desenvolvimento das vacinas avançou. Em 2022, a previsão do Boletim Focus é de que o dólar encerre o ano próximo da casa dos R$5,50.

Contudo, muitos fatores podem alterar a direção da moeda. Espera-se que a economia brasileira apresente algumas dificuldades, dado o cenário de alto desemprego e contas públicas bastante deterioradas. As tão esperadas reformas fiscais defendidas pelo governo devem ser o principal fator para impedir que o dólar volte a uma forte alta, mas não há garantias de que os trâmites políticos consigam ser postos em prática ao longo do ano, com o agravante de ser um ano de eleição.

O próprio dólar está passando por um momento inflacionário histórico nos EUA e as incertezas sobre o controle do aumento dos preços por lá ainda permanecem em 2022, além de ser uma das principais metas econômicas do governo Biden. As possíveis novas variantes da Covid-19, a inflação e o desemprego devem ditar a maneira com que o FED (Banco Central norte-americano) atua na política monetária.

No Brasil, pesará o duelo entre a entrada de recursos estrangeiros com o aumento da taxa de juros versus a elevação do risco-Brasil, em virtude da incerteza fiscal do país e o avanço das demais reformas (como a administrativa e a tributária, por exemplo).

Isso pode acontecer porque, nesse cenário, o Brasil se torna mais atrativo para o investimento externo frente aos juros zerados na maioria dos países ricos.

Para quem deseja ter uma exposição de parte dos investimentos em dólares acreditando que ele estará entre os melhores investimentos de 2022, há quatro maneiras principais para fazer isso:

A primeira possibilidade são os BDRs de que falamos no capítulo anterior. Nelas, você investe em ações negociadas no exterior e cotadas em dólar, de forma que seu valor em reais sobe junto com a alta da moeda.

A segunda é através de ETFs , que são fundos negociados em Bolsa. Ao comprar o IVVB11, por exemplo, você investe em todas as empresas que compõem o S&P500, o principal índice de ações da Bolsa dos Estados Unidos.

Na prática, é como se você adquirisse dezenas de BDRs ao mesmo tempo, mas a um preço muito mais acessível.

Os Fundos Cambiais, como mostramos no capítulo sobre este tema, são produtos em que você delega a gestão do seu capital para um gestor profissional que buscará as melhores oportunidades no mercado de moedas. Além disso, na Toro Investimentos, você investe em Fundos e recebe de volta (e em dinheiro) parte da taxa de administração paga à gestora do Fundo.

Por fim, os contratos futuros de dólar são muito próximos de comprar diretamente a própria moeda, mas sem as taxas e burocracias de uma casa de câmbio. Com isso, é possível se aproveitar de movimentos de alta ou baixa da moeda e ganhar com eles de forma simples e rápida.

melhores investimentos 2021

Invista em dólar de forma inteligente.

Conheça os ETFs
Capítulo 10

Investir em Bitcoin e criptomoedas: o que preciso saber?

O ano de 2021 foi bastante positivo para as principais criptomoedas. O Bitcoin saltou de US$28 mil ao final de dezembro de 2020 para bater os US$67 mil por unidade em novembro de 2021. Já o Ethereum, a segunda maior criptomoeda, apresentou uma valorização ainda maior, avançando da casa dos US$735, no final do ano passado, para mais de US$4.300, um ano depois.

Lembrando que criptoativos podem ser mais voláteis do que as alocações tradicionais e aumentam substancialmente o perfil de risco da carteira.

Para quem deseja investir nos criptoativos mais desejados do mercado, uma das melhores alternativas é realizar aplicações por meio dos ETFs de criptomoedas na B3. Atualmente, são 5 Fundos com essas características disponíveis na Bolsa de Valores. São eles:

QBTC11

Este ETF, da gestora QR Asset, tem por objetivo ser um Fundo de gestão passiva que reflete a valorização do Bitcoin. Ele segue o Bitcoin Reference Rate, um índice da Bolsa de Chicago e cobra 0,75% ao ano de taxa de administração.

BITH11

ETF exclusivo para aplicações em Bitcoin, administrado pela gestora Hashdex. A sua taxa de administração é de 0,7% ao ano e tem o índice Nasdaq Bitcoin Reference Price como referência.

ETHE11

Fundo voltado para o investimento do seu patrimônio exclusivamente na valorização do Ethereum. Cobra 0,7% ao ano de taxa de administração e toma o índice Nasdaq Ethereum Reference Price como referência.

QETH11

Também da QR Asset, este ETF visa acompanhar a valorização da criptomoeda Ethereum, seguindo de perto o índice Ether Reference Rate. A sua taxa é igualmente de 0,75% ao ano.

HASH11

O maior ETF de criptomoedas em termos de patrimônio líquido no Brasil. Aplica os recursos dos seus cotistas de modo a acompanhar a variação de várias criptomoedas, principalmente: Bitcoin, Ethereum, Litecoin, Chainlink, Bitcoin Cash e outras. A sua taxa de administração é de 1,3% ao ano e o índice de referência é o Nasdaq Crypto Index.

Portanto, por meio dos ETFs de criptomoedas, você tem acesso a esse tipo de ativo de modo mais seguro e prático, podendo fazer tudo pela sua corretora no Brasil, sem precisar abrir contas no exterior e fazer remessas internacionais.

Os ETFs citados neste capítulo não representam recomendações de compra nem necessariamente expressam a opinião dos Analistas da Toro Investimentos.

Logo, o investidor deve estar por dentro das questões que envolvem esse mercado e seus riscos, assim como as novidades que venham a surgir em termos de regulação, adoção das criptomoedas em outros tipos de uso, restrições nas negociações, entre outras.

como investir em criptomoedas em 2022

Conheça os ETFs de criptomoedas em detalhes.

Leia o artigo completo
Capítulo 11

Retrospectiva de 2021: um ano para entrar na história

O segundo ano da pandemia ainda teve a proliferação do vírus de modo bastante intenso e o início do controle da doença como centro dos assuntos em muitas editorias, inclusive a econômica. Os principais fatos que marcaram o ano de 2021 e estiveram no radar dos investidores foram:

Avanço da vacinação e reabertura econômica

Os piores números da pandemia, em termos de médias móveis de novos casos e mortes foram em 2021, apesar de a pandemia ter começado no ano anterior. Em janeiro, os hospitais do Amazonas passaram por um colapso por falta de oxigênio para os pacientes em tratamento. De março a junho, o país sustentou as mais altas taxas de contaminação e óbitos de toda a pandemia.

Contudo, também em 2021, a Anvisa começou a aprovar o uso das primeiras vacinas no Brasil e, conforme mais doses foram produzidas e disponibilizadas, as curvas de contágio passaram a regredir a partir de junho. Ao final de novembro, ao menos 60% da população já estava totalmente vacinada.

Com o avanço da imunização, vários setores da economia passaram a reabrir e registrar mais movimento, tais como: shopping centers, cinemas, estádios e eventos esportivos, bares e restaurantes, museus, eventos diversos com público, tráfego nas estradas e aeroportos, viagens turísticas, entre outros.

Inflação e Selic voltam a subir

O Brasil iniciou 2021 com a taxa Selic no patamar de 2% ao ano e, já na segunda reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em março, a autoridade monetária começou a escalada de aumentos na taxa básica de juros, que encerraria o ano acima dos 9%. As elevações foram respostas do Banco Central à inflação que estourou o teto da meta e voltou a superar a casa de dois dígitos.

A subida dos preços está relacionada principalmente com a inflação global em decorrência do aumento da emissão de moeda mundo afora, com o encarecimento dos custos de produção diante da quebra nas cadeias produtivas, com o ciclo de alta de algumas commodities, especialmente o petróleo, com o aumento do preço dos alimentos, com manutenção da alta do dólar e com a crise hídrica, entre outros fatores.

Para 2022, ainda está no radar do Banco Central o combate da inflação, que já inicia o ano com estimativas de romper novamente o teto do regime de metas.

Neste sentido, economistas estimam que o Copom manterá as taxas de juros elevadas por mais algum tempo, o que torna as aplicações de Renda Fixa mais atrativas em termos de rentabilidade.

Crise hídrica-energética

A falta de chuvas levou à redução dos principais reservatórios de abastecimento do país e trouxe, para vários estados brasileiros, a pior seca em 91 anos. O déficit de chuvas provocou, além da falta de água, o encarecimento da energia com o acionamento das usinas termelétricas (mais caras) e inclusão da bandeira de escassez hídrica na conta de luz, o que naturalmente também pesou na inflação.

O nível severo da seca também reacendeu as discussões sobre possibilidades de desabastecimento e racionamento nos estados afetados e fez a importação de energia pelo Brasil crescer mais de 60%. Além disso, a crise hídrica-energética afetou outros setores da economia, tais como: transporte de commodities, custos de produção da indústria, redução da oferta de alimentos, entre outros.

Reformas e desconfiança fiscal no Brasil

Em 2021, o governo federal também tentou dar sequência à agenda de reformas econômicas essenciais para o país. Em junho, o Ministério da Economia enviou ao Congresso a proposta de reforma tributária para apreciação e votação na casa, mas o texto teve poucos avanços e permaneceu a maior parte do tempo em indefinição, especialmente no que diz respeito à tributação dos dividendos e à revisão do Imposto de Renda.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 32/20), que estabelece a reforma administrativa, foi aprovada no mês de setembro na Comissão Especial da Câmara dos Deputados e encaminhada ao Senado. O governo trabalha para acelerar a aprovação da proposta.

No ano de 2021, também permaneceram as desconfianças do mercado em relação à gestão das contas públicas e o respeito ao Teto de gastos pelo governo e pelo Congresso Nacional. Um assunto que tomou bastante espaço no noticiário econômico e político, assim como afetou as negociações no mercado financeiro, foi a votação da PEC dos precatórios pelo Poder Legislativo. A proposta visa parcelar o pagamento de precatórios a partir de 2022 e mudar a regra do Teto de gastos do Orçamento Anual do Governo, a fim de abrir espaço para a implementação do novo programa social, o Auxílio Brasil.

Crise de abastecimento e na cadeia de suprimentos

O ano de 2021 também foi marcado por uma crise na cadeia de suprimentos que ameaçou o abastecimento de várias nações, sobretudo os EUA e a Europa, impactando a recuperação econômica internacional. A rede mundial de logística e transportes de mercadorias enfrenta entraves ainda decorrentes da variante delta da Covid-19, dos gargalos e congestionamentos portuários.

Além do encarecimento dos fretes internacionais, que contribui para elevar a inflação mundial, várias empresas foram afetadas pela dificuldade em trazer insumos do exterior e os consumidores também foram impactados na procura por artigos importados. A dificuldade de escoamento dos produtos frustrou a expectativa de uma retomada mais acelerada.

Evergrande e o mercado imobiliário chinês

O mercado imobiliário chinês sofreu um forte impacto em 2021 especialmente com o risco de calote da gigante incorporadora do país, a China Evergrande Group. Com uma dívida bilionária (US$300 bilhões), o mercado temia o risco de contágio sistêmico em toda a economia, caso a empresa não honrasse o prazo de pagamento dos seus títulos.

O setor de construção responde por cerca de um quarto do PIB e é um dos motores da forte expansão que a China registrou nas últimas décadas. Logo, uma desaceleração afetaria o crescimento do país, que responde por boa parte do crescimento mundial. As empresas que alimentam o setor de construção civil na China, companhias brasileiras e internacionais de minério de ferro, principalmente, poderiam estar entre as potenciais prejudicadas.

Depois de ler tudo que apresentamos aqui sobre os melhores investimentos de 2022, chegou a hora começar a investir e acelerar seus resultados este ano. Conte com a Toro e todo o nosso time de experts do mercado para te ajudar nesta jornada rumo ao sucesso.

Bons investimentos para você!

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Rafael Panonko analista financeiro

Rafael Panonko

Economista com graduação em Gestão Financeira, atualmente é Analista-chefe da Toro Investimentos. Possui mais de 10 anos de experiência no mercado financeiro com passagem pela mesa de operações de grandes instituições financeiras. Atua também como palestrante e professor de cursos sobre investimentos.