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Previdência privada - o que é e como funciona

Capítulo 1

O que é a previdência privada?

Com as incertezas sobre as regras de aposentadoria no Brasil, muitas pessoas passaram a cogitar ainda mais a possibilidade de adquirir um plano de previdência privada para complementar sua renda no futuro.

Mas será que esse é o investimento ideal para quem tem esse objetivo? Se você também tem essa dúvida, vamos te apresentar como funciona a previdência privada.

A previdência privada é conhecida como aposentadoria particular, ou seja, que não possui nenhuma ligação com aquela que é fornecida pelo governo com o INSS.

Algumas pessoas utilizam esse investimento para complementar a previdência social que é ofertada no Brasil. Portanto, elas recebem o valor da aposentadoria convencional do INSS e complementam com um plano de previdência privada.

No entanto, também existem aquelas pessoas que utilizam esse investimento para realizar outros objetivos de longo prazo. Por exemplo:

  • Pagar os estudos dos filhos.
  • Comprar um imóvel.
  • Juntar dinheiro por um período maior.

Ou seja, a previdência privada, apesar de carregar esse nome que dá uma ideia apenas de aposentadoria, é uma modalidade de investimento bastante versátil.

No entanto, para ter acesso ao dinheiro sem prejudicar o seu rendimento, será preciso aguardar o final do prazo estipulado. Por isso, muitas pessoas que desejam cuidar melhor do seu capital, acabam investindo em soluções que proporcionam mais liberdade, e que ainda possuem melhores rentabilidades, como a renda fixa por exemplo.

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Capítulo 2

Como funciona a previdência privada?

Os planos de previdência privada, geralmente, são disponibilizados por bancos ou seguradoras. É bem provável que a instituição financeira que você já tem conta ofereça essa opção. Nesse tipo de investimento, é possível saber a quantia mensal que você precisa reservar para chegar a um determinado valor no tempo escolhido por você.

Se você pretende se aposentar daqui 25 anos, dá para fazer uma estimativa de quanto você precisa contribuir por mês até o fim do prazo.

Essa projeção sobre a rentabilidade da previdência privada é realizada analisando as taxas de juros do mercado, bem como a expectativa de vida divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esses cálculos ajudarão você a entender o quanto de dinheiro precisará guardar e o tempo necessário para chegar a um determinado valor. Entretanto, você vai ver que isso é apenas uma estimativa e não há como saber com certeza qual será a rentabilidade da aplicação lá na frente.

Alguns bancos oferecem a facilidade de descontar as parcelas diretamente da sua conta corrente todos os meses. Porém, se você pretende investir em previdência privada, é fundamental ter muita atenção quanto a isso. Em alguns casos, essa comodidade pode custar caro ao seu bolso, já que os bancos podem cobrar taxas altíssimas para realizar esse tipo de serviço.

A boa notícia é que você pode planejar sua aposentadoria investindo em boas opções, com melhores retornos e taxas mais baratas.

Na Toro, você pode ter acesso a excelentes oportunidades de investimento e o mais legal é que a sua escolha pode ter a ajuda de especialistas. Você pode simular cenários e comparar as opções do seu interesse. Assim, você vai estar um passo mais perto de construir um futuro promissor para você e sua família.

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Capítulo 3

Qual a diferença entre previdência privada e social?

Chegamos a um ponto muito importante agora. Após entender o que é a previdência privada e como ela funciona, vamos mostrar quais são as principais diferenças entre essa modalidade de aplicação e a aposentadoria convencional oferecida pelo Governo Federal. Veja só:

Previdência social
O primeiro ponto que precisamos destacar é que ela é pública, ou seja, todas as normas que a regulamentam são editadas e alteradas pelo Governo, de acordo com o entendimento dos seus economistas, juristas, parlamentares e outros profissionais.
Em segundo lugar, todo brasileiro que trabalha com carteira assinada em uma empresa ou para alguma pessoa física é um segurado da previdência social. Além disso, ela oferece amparo aos aposentados e aos trabalhadores em caso de gravidez, doenças e acidentes, por exemplo.
Funciona basicamente assim: todos os trabalhadores ativos recolhem um percentual do seu salário, que vai de 8% a 11% por mês para garantir a renda das pessoas que já estão aposentadas, bem como outros benefícios que a previdência social oferece.
Ela também é obrigatória, ou seja, mesmo que você não tenha interesse em se aposentar pelo INSS, exercendo uma profissão legalmente registrada em nosso país, você precisa contribuir com a previdência social.
Previdência Privada
Primeiramente, devemos destacar que a previdência privada é complementar, ou seja, pode servir para incrementar a renda obtida pelo INSS. Além disso, ela é oferecida e gerenciada por instituições financeiras, bancos e seguradoras.
Diferentemente da previdência social, na privada a pessoa é quem escolhe quanto será recolhido mensalmente, bem como o tempo que vai durar esse recolhimento, chamado de período de acumulação.
Por fim, você também tem a grande vantagem de escolher a instituição em que fará a sua previdência privada, podendo, ainda, mudar de banco, financeira ou seguradora lançando mão do seu direito de portabilidade, caso encontre algum plano que seja mais vantajoso.
Mas é interessante frisar que, independente da instituição escolhida, deixar o dinheiro em um plano da previdência pode não ser uma boa opção. Com a Toro, é possível encontrar investimentos que proporcionam melhores resultados, sem abrir mão da segurança.

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Capítulo 4

Quais são os tipos de previdência privada?

Existem dois tipos de previdência privada: a fechada e a aberta. No primeiro caso, trata-se de fundos privados, destinados a certos grupos de pessoas que podem ser funcionários de uma empresa ou instituição pública.

Nesse sentido, são criadas organizações sem fins lucrativos para arrecadar recursos dos seus segurados e organizar a sua aposentadoria. Talvez você já tenha ouvido falar desse tipo de previdência como a "caixinha" da empresa.

Além desse tipo, temos a aposentadoria complementar aberta. Ela se divide em dois tipos, que são chamados de Vida Gerador de Benefício Livre e o Plano Gerador de Benefício Livre, que são mais conhecidos como VGBL e PGBL.

Confira a seguir como cada um funciona:

Plano Gerador de Benefício Livre
(PGBL)

pgbl

O PGBL funciona como um acréscimo à renda da pessoa que o possui. Além disso, os pagamentos feitos mensalmente podem ser deduzidos do Imposto de Renda, desde que eles não sejam superiores a 12% da sua renda bruta anual.


Apesar de existir a possibilidade de dedução das contribuições no IR, é importante saber que o tributo incidirá sobre todo o montante. Ou seja, considera tudo que você aplicou ao longo dos anos e tambéms os rendimentos.

Vida Gerador de Benefício Livre
(VGBL)

vgbl

O VGBL é uma espécie de seguro pessoal de quem investe e que faz suas contribuições regulares. Esse tipo de plano de previdência, no entanto, não pode ser deduzido no Imposto de Renda, como ocorre com o PGBL.


Sem contar que, ao contrário do PGBL, o pagamento do IR vai acontecer somente sobre os rendimentos das aplicações e não tomando como base todo o valor acumulado ao longo dos anos.

Para que você possa verificar qual dos tipos de previdência privada é o mais indicado para os seus objetivos, alguns bancos e instituições oferecem um simulador online que demonstra todas as possibilidades de cada tipo de aplicação.

Mas se você quer ir além e investir em alternativas mais rentáveis e seguras, você pode utilizar o simulador da Toro. Com ele, você pode encontrar e comparar opções de investimentos, para encontrar aquelas que se encaixam às suas expectativas.

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Capítulo 5

Vantagens e desvantagens da previdência privada

Agora vamos mencionar as vantagens e as desvantagens da previdência privada. Afinal, apesar de ser um investimento versátil, devemos analisá-lo por todos os ângulos para saber o que joga a favor e também o que pesa contra ele.

Vantagens

A previdência privada é uma excelente opção para quem não tem muito controle em poupar dinheiro e procura investimentos de longo prazo. Afinal, as aplicações são feitas em forma de pagamentos contínuos e a pessoa se sente na obrigação de realizá-los.
Ocorre que, em vez de estar pagando uma conta como um boleto de energia ou telefone, na realidade, estará realizando uma aplicação que renderá juros ao longo dos anos e será retirada quando chegar o tempo definido no contrato.
Além disso, esses aportes podem ser realizados por meio do débito automático. Então, para quem costuma esquecer compromissos como esse, pode ter a tranquilidade de que os valores serão transferidos todos os meses para a previdência privada automaticamente.
Como já mencionamos, outro ponto positivo é que não é necessário permanecer em um único banco por todo o período combinado. Ou seja, se existir outra instituição que ofereça melhores taxas e condições, você pode mudar para lá.
Mais uma característica vantajosa: caso o titular da previdência privada venha a falecer, os valores serão automaticamente repassados aos seus beneficiários, que podem ser seus filhos ou pais, por exemplo. Basta indicar quem foi selecionado por você no momento em que o contrato for fechado. Assim, não há a necessidade de incluir o título no inventário.

Desvantagens

Como nem tudo são flores nessa vida, a previdência privada não é 100% positiva. Esse investimento também possui algumas desvantagens que precisam de ser levadas em consideração antes de adquirir um plano.
A primeira delas são os impostos e taxas cobrados. Eles podem ser um pouco elevados, principalmente, no curto prazo, tornando esse investimento inviável para quem pretende retirar o dinheiro mais rápido. Além disso, fazer o resgate da previdência privada antes do tempo pode gerar um enorme prejuízo.
A previdência privada acaba se tornando uma espécie de Poupança forçada, entretanto, pagar a um banco ou instituição financeira para cuidar do seu dinheiro pode não ser a melhor ideia devido as taxas altas cobradas.

Por fim, não podemos deixar de mencionar os riscos que ela possui. Caso a instituição em que você adquiriu o plano venha a falir, você pode perder o seu dinheiro, tendo em vista que, nesse caso, não existem garantias para recuperação dos seus recursos.

Alguns investimentos em renda fixa, por outro lado, possuem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Esse órgão assegura que, caso um banco ou outra instituição financeira entre em falência, quem investiu em títulos emitidos por esse banco, como CDB, LCI e LCA, por exemplo, receba o dinheiro de volta. Só tenha atenção às condições exigidas pelo FGC, ok?

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Capítulo 6

Como funcionam as taxas e tributação da previdência privada?

Na previdência privada, independentemente se o é PGBL ou VGBL, há duas taxas: a de administração e a de carregamento. A primeira, é cobrada sobre o valor total investido. E a outra, incidirá todas as vezes que você fizer uma aplicação ou pagamento das parcelas.

Com relação à tributação, há duas tabelas. A primeira é a regressiva, o fundamento dela é basicamente assim: à medida que o dinheiro for permanecendo mais tempo aplicado, as alíquotas serão menores. Veja como isso ocorre na prática:

  • Até 2 anos: 35%
  • De 2 a 4 anos: 30%
  • De 4 a 6 anos: 25%
  • De 6 a 8 anos: 20%
  • De 8 a 10 anos: 15%
  • Acima de 10 anos: 10%

A outra tabela é a progressiva, que diferentemente da anterior, terá suas alíquotas aumentando e não estará ligada ao prazo, mas sim ao montante anual investido. Entenda:

  • Até R$ 22.847,76 no fim de um ano: isento de Imposto de Renda
  • Do valor anterior até R$ 33.919,80: 7,5%
  • De R$ 33.919,92 até R$ 45.012,60: 15%
  • De R$ 45.012,72 até R$ 55.976,16: 22,5%
  • Acima de R$ 55.976,16: 27,5%

Nesse sentido, é importante analisar qual das duas opções é mais interessante para você. Observe bem os requisitos do plano escolhido antes de fechar o contrato, ok?


Capítulo 7

Vale a pena investir na previdência privada?

Inicialmente, você precisa saber que os planos de previdência privada são bastante populares. Afinal, como você já sabe, eles podem ser utilizados para quem deseja complementar a renda obtida em sua aposentadoria convencional.

Apesar de popular, a previdência privada não oferece
os melhores resultados possíveis.

Ainda, é preciso ter cuidado, pois, alguns bancos e instituições se aproveitam do pouco conhecimento das pessoas para oferecer planos com baixa rentabilidade e pouco vantajosos.

É por isso que você precisa saber que existem alguns investimentos mais simples e que podem entregar uma rentabilidade melhor que a previdência privada, por exemplo as opções de renda fixa como CDB, LCI e LCA, entre outras.

Você pode começar a investir nesses títulos sem ser investidores profissionais. Muitos já contam com sua carteira de investimento como alternativa de aposentadoria. Quer saber como começar?

Essas aplicações oferecem uma boa rentabilidade e ajudam você a diversificar a sua carteira e, ainda, costumam oferecer baixo nível de risco. Que tal simular e comparar essas alternativas?

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Capítulo 8

Dúvidas frequentes sobre previdência privada

Aporte é, basicamente, o pagamento mensal feito para o seu plano de previdência privada que, se for do tipo PGBL, pode até ser deduzido em sua declaração do Imposto de Renda.

Para cancelar o seu plano de previdência privada, você deve entrar em contato com a instituição que vendeu o título e seguir as instruções sobre o processo que cada empresa adota.

Esse processo pode ser realizado diretamente com a instituição que vendeu o título para você. Entretanto, é preciso ter cuidado pois essa solicitação pode gerar custos altíssimos. Por isso, é muito importante ter um planejamento bem definido já considerando que o dinheiro aplicado estará indisponível por um bom tempo.

Existem dois prazos: o primeiro é o tempo de carência, que poderá ser de 90 dias a 24 meses, dependendo da instituição que vendeu o plano. O segundo é o período escolhido por você para começar a receber os valores depositados. Esse prazo vai depender do seu planejamento e do que foi determinado no contrato.

Sim, há esse risco. Além de correr o risco de perder dinheiro em casos de falência do banco, ao retirar o dinheiro antes do tempo, o Imposto de Renda que incidirá pode fazer com que o valor retirado seja inferior ao que foi aplicado.

O dinheiro que você aplica na previdência privada pode ser utilizado pelos bancos em investimentos em COE (Certificado de Operações Estruturadas), ETF, entre outros. Em 2015, foi liberada a aplicação em ações.

Dessa forma, o banco consegue rentabilizar o capital da previdência privada e devolver o retorno combinado em contrato. Mas vale lembrar que as regras de rentabilidade desse tipo de previdência são bem rígidas.

O investimento melhor para você será aquele que mais atende às suas necessidades. A previdência privada é uma opção para quem deseja construir um futuro tranquilo. Mas o Tesouro Direto também oferece essa possibilidade.

A diferença é que o investimento em títulos públicos pode oferecer rentabilidades maiores e pode ser iniciado a partir de R$30. Vale a pena pesquisar e conhecer as possibilidades que o mercado oferece para descobrir quais são mais interessantes para você.

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