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Melhores investimentos financeiros para 2018 - segundo semestre

Capítulo 1

Investimentos para o segundo semestre de 2018

Desde 2016, a Bolsa de Valores vem prometendo boas oportunidades de investimento. Para 2017, as expectativas para ela eram ascendentes e se esperava que fossem marcadas por uma retomada do crescimento da economia brasileira.

Desde então, alguns pontos se tornaram realidade e alguns desafios apareceram. De fato, em 2017, diversas perspectivas para a Bolsa se concretizaram.

O ano passado foi marcado por ótimas oportunidades de investimento e, ao final, seu saldo foi bem positivo para muitos investidores.

Para 2018, era esperada outra realidade. Frente a 2017, esse ano teve um início mais promissor, uma vez que não teve seu começo atrelado ao ápice de uma grande crise e sim a um cenário de crescimento.

Entretanto, este ano não deixa de ser um período incerto e repleto de acontecimentos que você deve se atentar. É preciso saber como se posicionar nesses momentos para conseguir aproveitar os melhores investimentos de 2018.

Mesmo com as eleições no radar e com o ritmo lento do aquecimento da economia, o mercado pode entregar ótimas oportunidades a milhares de investidores.

Como existem perfis de investidores diferentes, não se pode definir apenas o melhor investimento, mas sim, qual é o certo para cada categoria. Dessa forma, nesse material, estão as oportunidades que têm o maior potencial de retorno para o seu capital, seja de forma mais arrojada ou seja mais conservadora.

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Capítulo 2

Investir na renda variável

Melhores investimentos em 2018 na renda variável

Antes de entrar no ano de 2018, é válido fazer uma breve retrospectiva do ano anterior. Assim, você pode entender melhor o momento de mercado que estamos vivendo hoje.

Em geral, a Bolsa de Valores atendeu à expectativa de diversos investidores e analistas em 2017. Quem confiou no mercado financeiro durante esses meses, conseguiu bons resultados mesmo em meio instabilidade política e econômica.

No ano passado, o índice mais importante do nosso mercado alcançou números históricos. O Ibovespa bateu recordes e causou grande ânimo na Bolsa de Valores.

Mesmo com alguns acontecimentos que agitaram o mercado, o cenário em geral foi positivo. A partir de janeiro de 2017, a Bolsa começou a entregar resultados melhores aos investidores e reverter o cenário de baixa que havíamos enfrentado em 2016. Entretanto, o mercado esperava a aprovação das reformas estruturais governamentais, que foram frustradas após se arrastarem por meses.

Por mais que a baixa governabilidade de Temer e o aparecimento de escândalos políticos puxavam a Bolsa para o lado contrário, o cenário de alta se manteve. Em maio de 2017, entretanto, a Bolsa chegou a cair mais de 10% em apenas um dia.

O motivo dessa queda foi a divulgação de áudios que envolviam Michel Temer na delação premiada dos irmãos Batista. Mesmo em dias como esse, analistas foram capazes de identificar oportunidades de investimento. A volatilidade causada por momentos desafiadores cria chances fantásticas de fazer investimentos de curtíssimo prazo.

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No segundo semestre 2017, o Ibovespa reagiu e deu sequência a uma série de altas. Os recordes batidos pela Bolsa foram recebidos com animação e foram responsáveis pela criação de mais expectativas para 2018.

No fim do ano passado, por mais que o índice tenha apresentado quedas, elas foram esperadas por analistas. É comum que, após altas tão significativas, os investidores realizem parte do lucro já conquistado, resultando na queda dos preços.

Aproveite o melhor da Bolsa em 2018.

Veja recomendações de analistas

Expectativas para a Bolsa de Valores em 2018

Não podemos negar que a Bolsa de Valores, até a metade de 2018, já entregou grandes oportunidades de investimento. O primeiro mês do ano foi marcado com uma das altas mais fortes dos últimos tempos, quando se compara à taxa mensal do Ibovespa.

Porém, durante o segundo trimestre de 2018, percebe-se que a Bolsa desacelerou e acabou retornando ao patamar que estava no início do ano. Esse movimento não nos espanta e pode ser explicado por diversos motivos, entre eles estão:

  • Forte alta do dólar.
  • Frustração causada pela lentidão do crescimento da economia.
  • Cautela em relação ao futuro político do país.

Esses e outros fatores mudaram as perspectivas internas e exigiram de investidores e analistas a revisão de suas estratégias. Muitas ações que antes contavam com o aquecimento da economia, se encontram em um cenário completamente diferente.

Em se tratando do mercado financeiro, é usual encontrar previsões exageradas e posições sensacionalistas - ainda mais em um ano eleitoral.

A Bolsa está inserida em um ambiente que a especulação acaba levando iniciantes ao erro e os pegando desprevenidos. Então, não se esqueça: para ter sucesso e identificar os melhores investimentos de 2018 (ou de qualquer outro ano) é fundamental se basear em análises e estratégias realmente estruturadas e robustas.

Que o investimento em ações tem potencial para ser promissor e que exige conhecimento, você já deve ter entendido. Após compreender estes pontos, que tal descobrir o que a Bolsa pode guardar para o restante de 2018?

E para o segundo semestre?

O segundo semestre deste ano teve seu início marcado por baixas que assustaram muitos investidores. A forte valorização do dólar frente ao real foi responsável pela atual situação de muitos dos ativos, que até então entregaram bons resultados.

Entretanto, empresas com uma alta relação com o IBOV tendem a não se beneficiar com esse cenário. Por outro lado, momentos assim são interessantes para organizações que se beneficiam com a expansão do mercado externo e, consequentemente, com a alta do câmbio.

Que tal descobrir quais segmentos são os mais afetados com a alta do dólar e com a aceleração da inflação? Veja quais setores você deve buscar em 2018:

1) De olho nos Super e Hipermercados

As empresas que antes sofreram com a queda dos preços dos alimentos, já que essa redução não implica imediatamente no aumento do consumo, tendem a se beneficiar com a aceleração da inflação.

Dessa forma, é válido ficar de olho em ações desse setor para o restante do ano. Os ativos de super e hipermercados podem estar entre os melhores investimentos para o segundo semestre de 2018. Entre eles, estão:

  • Carrefour (CRFB3)
  • Pão de Açúcar (PCAR4)

2) Siderúrgicas no radar

Como o crescimento da produção industrial continua estável para 2019 e o PIB desse setor chama mais atenção que do de serviços, as siderúrgicas podem se beneficiar com esse cenário.

Além disso, esse setor é positivamente impactado com o aquecimento do mercado externo. Com o aumento das exportações de aço e o dólar em alta, as empresas desse setor têm potencial para entrar para o grupo dos melhores investimentos para 2018.

Entre essas ações, não deixe de conferir as seguintes:

  • Usiminas (USIM5)
  • Gerdau (GGBR4)

3) Celulose em foco

A demanda do setor de celulose é sólida, tanto interna quanto externamente. As empresas desse setor tendem a se beneficiar com o aumento do preço do dólar, uma vez que contam com exportações na composição de suas vendas.

Além disso, esse setor possui baixa correlação com o Ibovespa, ou seja, essas empresas são menos afetadas com a queda generalizada da Bolsa de Valores. Não deixe de acompanhar ações desse grupo:

  • Suzano (SUZB3)
  • Fibria (FIBR3)

Bônus: atenção para a Petrobras

Sempre nos noticiários, a principal empresa estatal do nosso mercado não poderia passar despercebida. Para estar por dentro do mercado brasileiro de ações, é fundamental entender quais são as perspectivas para as ações da Petrobras.

Em junho deste ano, analistas recomendaram a investidores o encerramento das operações envolvendo as ações PETR4. Essa mudança de estratégia foi explicada pelo cenário interno em geral somado a crise dos caminhoneiros.

Entenda a crise dos caminhoneiros e seu impacto na Petrobras

A mudança na política de preços da petrolífera, somada à alta do petróleo e à valorização do dólar frente ao real, gerou uma forte elevação no preço dos combustíveis. O preço que já era elevado pela carga tributária da categoria, causou insatisfação generalizada, acarretando em uma grande greve dos rodoviários.

Vários bloqueios em estradas deixaram diversas cidades desabastecidas e fizeram com que o governo atendesse boa parte das reivindicações dos grevistas. A greve dos caminhoneiros resultou em uma intervenção política na estatal.

Esta intervenção, que foi mal vista pelo mercado externo,
resultou na saída do então presidente da companhia, Pedro Parente.

Toda essa situação, casada com a demora do governo em tratar com seriedade a crise, desgastou fortemente a imagem da estatal. Só de maio para junho, as ações da empresa caíram mais de 40%.

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Capítulo 3

Renda variável em 2018: Fundos de Investimento Imobiliários

O mercado de renda variável, entretanto, não é composto apenas por ações de grandes empresas. Os Fundos de Investimento Imobiliários (FII) são ótimas alternativas para aproveitar o mercado de imóveis do país.

São investimentos tão práticos quanto ações, apresentam, normalmente, boa rentabilidade e têm liquidez em sua maioria. A compra de FIIs atrai cada vez mais investidores e o cenário aponta que podem participar do grupo de melhores investimentos para esse ano. Entenda melhor:

Selic em baixa

selic

Os preços dos fundos tendem a ser corrigidos uma vez que a Selic se manterá em patamares baixos.

Retomada econômica

melhora na economia

Por mais que seja tímido, o aquecimento da economia auxilia na valorização desses investimentos.

Valor atrativo

valor atrativo

O baixo preço do metro quadrado atrai novos investidores para esse setor.

Os FIIs são boas opções para compor uma carteira com maior diversificação e se preparar para diferentes cenários. Abaixo estão alguns Fundos Imobiliários que estão chamando nossa atenção:

  • AEFI11
  • BBPO11
  • BCFF11
  • BRCR11
  • KNRI11
  • XPCM11
  • VRTA11
  • FEXC11

Fundos de Investimento são os melhores investimentos?

A queda da taxa Selic que presenciamos desde setembro de 2016 atraiu muitos investidores para investimentos que não dependem diretamente da taxa de juros básica da economia. Investimentos com maior risco, dessa forma, chamam mais a atenção do investidor em momento como esses.

É neste cenário que os fundos multimercado podem ganhar destaque. Como não exigem muito capital inicial, podem ser boas opções para compor uma carteira diversificada. Existem diversos tipos de fundos, e esse grupo de investimentos pode atrair grande número de investidores em 2018.

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Capítulo 4

Investir na renda fixa

Melhor investimento em 2018 na renda Fixa

Mesmo com a Selic a uma taxa de 6,5% ao ano, os títulos de renda fixa continuam fazendo parte da estratégia de investimento de milhares de pessoas. Essas alternativas permanecerão no grupo de investimentos para 2018, então precisamos apenas atentar a esse cenário.

Esses investimentos estão suscetíveis à inflação, à Selic e às condições econômicas do nosso país. Dessa forma, é preciso analisar com calma cada categoria para conseguir identificar os melhores investimentos da renda fixa.

Por dentro da renda fixa: em que investir em 2018?

A partir desse momento, falaremos de forma bem simples quais são os títulos que prometem bons resultados em 2018 e o porquê disso. Além desse ponto, passaremos por aqueles que acreditamos que não serão as melhores opções.

Antes de entrar em cada um desses investimentos, é bom lembrar que a maioria deles estão ligados a três indicadores diferentes: o CDI, a Selic e a inflação. Para saber quanto seu título irá render, é importante saber qual é o esquema de sua rentabilidade.

Vamos passar por cada um deles?

1) Taxa Selic

A partir de setembro de 2016, a taxa básica da economia, que estava a 14% ao ano, passou por uma série de cortes. Em maio de 2018, o Banco Central anunciou que a taxa se manterá e estabilizará na casa dos 6,5%.

Os cortes que representaram mais de 50% resultou na diminuição da rentabilidade de diversos títulos.

Além disso, esse novo patamar da Selic ativou um gatilho que reduz ainda mais o rendimento poupança, afastando investidores dessa tradicional forma de “investimento”.

2) Inflação

A partir de 2016, a inflação passou a caminhar para um patamar diferente do que estávamos vivendo. Como uma das principais diretrizes da equipe econômica do governo, o índice caiu significativamente.

Até 2018, o aumento do preço esteve controlado e a níveis bem inferiores comparando com os anos anteriores.

Entretanto a recente alta do dólar e a crise dos caminhoneiros mudaram as perspectivas para os próximos meses.

3) CDI

A taxa usada nos empréstimos Interbancários (ou Certificado de Depósito Interbancário) é utilizada como parâmetro para diversos investimentos de renda fixa.

Esse indicador acompanha, normalmente, os movimentos da taxa Selic. Por esse motivo, a partir do final de 2016, presenciamos quedas do CDI.

O movimento desses indicadores podem explicar porque você deve ter notado uma redução das taxas de rentabilidade de alguns títulos. Entretanto, como a inflação também foi reduzida, o ganho real (descontando o aumento dos preços) se manteve, em média, nos mesmos patamares.

Visto o cenário da nossa economia, podemos passar pelos principais investimentos de renda fixa do nosso mercado. Veja só:

CDB - Certificado de Depósito Bancário

Os Certificados de Depósito Bancário (CDB) permanecerão entre os melhores investimentos da renda fixa para 2018. Existem vários títulos dessa categoria disponíveis no mercado, é preciso saber identificar entre eles quais valem a pena.

Mesmo que, em sua grande maioria, os CDBs estejam ligados à taxa do CDI, a rentabilidade desse tipo de investimento continua interessante (mesmo com sua diminuição). Esses títulos, normalmente, pagam taxas acima do CDI e assim garantem uma rentabilidade mais interessante.

Recomendamos que fique de olho em CDBs emitidos por bancos menores, pois essas instituições costumam oferecer taxas melhores do que os grandes bancos.

Esse investimento atrai investidores tanto por sua rentabilidade, quanto pela sua segurança, pois os CDBs são assegurados pelo Fundo Garantidor de Créditos. Esse órgão garante investimentos de até R$ 250 mil por CPF e por instituição, caso aconteça algo com o banco emissor.

LCI e LCA - Letras de Crédito

As Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio (LCI e LCA) são investimentos interessantes para continuar de olho em 2018. Esses títulos atraem muitos por uma grande vantagem: são isentos de Imposto de Renda. Em épocas em que a renda fixa entrega rendimentos baixos, ter a opção de não perder pouco desse valor com o IR é positivo.

A tímida recuperação econômica pode incentivar a emissão de Letras de Crédito com melhores condições.

Entretanto, é necessário sempre verificar a taxa antes de comprar. Algumas vezes, investimentos como CDBs pagam mais aos seus investidores do que LCI e LCA, mesmo descontando o IR. Então, compare as condições de rendimento antes de sair investindo.

Letras de Câmbio

As Letras de Câmbio podem ser comparadas aos CDBs. Entretanto, ao invés de terem bancos como emissores, elas são oferecidas por Financeiras.

Esses papéis continuam sem um destaque entre os melhores investimentos de 2018. Mas não deixam de ser alternativas interessantes para aqueles que buscam uma maior diversificação de carteira.

As LCs apresentam resultados interessantes e são garantidas pelo FGC. Dessa forma, não deixam de
ser opções melhores que a Poupança.

Debêntures

Além de ser uma alternativa para investidores diversificarem, algumas debêntures podem apresentar resultados interessantes em 2018. Entretanto, é preciso estudar o setor que a empresa emissora está inserida.

Quando a debênture é emitida com o objetivo de financiar um projeto de infraestrutura, esse investimento se torna isento de IOF e Imposto de Renda.

As chamadas debêntures incentivadas podem resultar rendimentos interessantes para o médio e longo prazo. No entanto, é válido lembrar que esse título não é garantido pelo FGC.

Dessa forma, é fundamental que você verifique a empresa emissora a fundo antes de aplicar seu capital. Uma boa dica é verificar o rating da empresa, isto é, se ela é ou não uma boa pagadora.

Qual a melhor oportunidade de renda fixa hoje?

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Capítulo 5

Investir no Tesouro Direto

Neste ano, o programa de emissão de títulos públicos, Tesouro Direto, continua conquistando novos investidores. Só em abril, o número de investidores cadastrados chegou na casa das 2 milhões de pessoas.

Essa tendência é justificada quando analisamos a mudança de hábitos dos investidores brasileiros. Com a queda dos juros e a redução do rendimento poupança, espera-se que esse número cresça ainda mais.

Não conhece o Tesouro Direto? Veja abaixo algumas características desse investimento.

Valor mínimo

R$30,00

É possível começar aplicando a partir de R$30,00

Rentabilidade

Prefixado, pós-fixado e híbrido

São 3 formas: taxa fixa, ou ligada à Selic ou ainda combinando uma taxa fixa e a movimentação do IPCA.

Prazo

De 2 a 30 anos

Há opções com prazo de 2 a 30 anos. Mas se quiser, você pode vender o título antes do vencimento.

Taxas

Taxa zero na Toro

As principais taxas são de custódia e de administração.

Impostos

De 15% a 22,5% de IR

O percentual é menor para investimentos com prazos maiores. Ainda pode incidir IOF, caso o dinheiro seja resgatado com menos de 30 dias.

Riscos

Sem risco de calote

O Tesouro Direto é bastante seguro, além de rentável e fácil de investir.

Agora vamos aprofundar um pouco mais em cada um dos principais títulos do programa, pois é importante saber identificar qual título compensa para o momento que estamos. Entenda melhor a seguir:

Tesouro Prefixado

Em 2017, títulos com o rendimento predefinido, Tesouro Prefixado, receberam grande atenção de investidores. Esses títulos entregaram um ganho de capital significativo devido aos cortes da Selic.

Comprar esse tipo de título após a sequência de cortes da Selic não é recomendado. A diminuição da taxa de juros, e a sua manutenção na casa dos 6,5%, faz com que a rentabilidade prefixada acompanhe esse movimento.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic tem sua rentabilidade ligada à taxa de juros básica da economia. Enquanto esse indicador caminhava perto dos 14% ao ano, esse investimento tinha uma rentabilidade bem mais atrativa.

Hoje, com a Selic baixa e sem perspectivas de aumentar, o título em questão perde atratividade. No momento que o Banco Central recomeçar a subir com a taxa de juros, esse título volta para os radares de investidores.

Tesouro IPCA

O Tesouro IPCA, por outro lado, possui perspectivas diferentes. A opção do Tesouro que segue a inflação foi sempre uma opção para proteção de capital, mas recentemente não passava disso.

Entretanto, após a alta do dólar e a revisão do crescimento econômico brasileiro, é esperado que a inflação ganhe força nos últimos meses do ano e em 2019.

Os títulos de vencimento em 2035 e 2045 se tornam opções interessantes para aqueles que buscam ganhos aproximados a 5% acima do IPCA, já descontando o Imposto de Renda.

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Capítulo 6

Investir no exterior

O que está acontecendo lá fora?

Para saber se posicionar dentro do Brasil de forma consciente, é preciso estar ciente do que acontece em outros países. Afinal, o nosso mercado está ligado diretamente ao que está acontecendo pelo mundo afora.

A chamada guerra comercial que foi iniciada pelos Estados Unidos impacta fortemente o desempenho
da nossa economia.

A tensão tarifária entre Washington e Pequim permanece nos radares de investidores, mas ainda é cedo para mensurar o impacto dessa situação.

Outro fator que dita os rumos do mercado internacional são os juros americanos e os rendimentos dos “Tesouros” de 10 anos do país. O aumento dessas taxas faz com que investidores estrangeiros retirem capital de países como o Brasil e invistam na economia americana.

Além disso, a expectativa de crescimento dos EUA pode atrair investimentos para o país. Recentemente, a equipe de Trump publicou indicadores de um forte aquecimento da economia norte-americana.

Por mais que o crescimento dos Estados Unidos possa fortalecer o dólar frente ao real, algumas empresas brasileiras se beneficiam desse desenvolvimento.

O aumento da exportação a um câmbio alto impacta positivamente em nossa indústria. Se o cenário de crescimento for realidade para a China, uma grande beneficiada é a Vale. Isso porque grande parte da receita da empresa vem das exportações para a economia asiática.

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Além disso, vale manter a atenção na relação Estados Unidos e Coreia do Norte. Após meses de provocação entre os líderes dessas nações, esse clima de tensão parece se aproximar do fim.

Apesar das retaliações impostas pela Organização das Nações Unidas, durante muito tempo, o ditador Kim Jong-Un insistiu em dar sequência ao programa armamentista do país. Entretanto, em junho de 2018, Trump e Jong-Un se encontraram em Singapura a fim de estabelecer diálogo entre as nações. No encontro ficou acordado o desmonte nuclear norte-coreano.

Entretanto, pelo histórico do líder asiático e do líder norte-americano, vale acompanhar o desenrolar dessa nova relação. Qualquer ação impensada, de qualquer um dos lados, pode provocar danos irreparáveis na ordem mundial.

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O aquecimento da economia americana pode trazer boas oportunidades de investimento mesmo daqui do Brasil. Mas, diferentemente da aplicação em ações, essas oportunidades acontecerão no chamado Mercado Futuro.

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Nesta modalidade, são negociados contratos futuros do maior índice da Bolsa americana, o S&P 500. Isto é, é possível ganhar com a valorização das empresas dos Estados Unidos sem possuir conta em uma instituição norte-americana.

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Capítulo 7

Investir no dólar

Dólar: o melhor investimento em 2018?

O fim do primeiro semestre de 2018 ficou marcado pela negociação do dólar próximo à sua máxima histórica. Essa valorização se deu pela aceleração de crescimento dos Estados Unidos, além de motivos internos de instabilidade.

Quando a economia norte-americana fortalece e os juros básicos aumentam, acontece o chamado “fluxo de saída de capital estrangeiro” do nosso país.

Isto é, investidores que antes investiam aqui, optam por encerrar suas posições e investir nos EUA, o que causa a escassez de dólar e, consequentemente, sua valorização.

Muitos investidores iniciantes perguntam se investir no dólar hoje vale a pena. Entretanto, investir na moeda americana não significa comprar as notas físicas em casas de câmbio, você sabia?

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Capítulo 8

Investir em Bitcoin

No ano passado, as criptomoedas atraíram a curiosidade de muitos. A grande volatilidade do Bitcoin, principalmente, ganhou destaque na mídia pelo mundo.

Por consequência, o número de investidores dessa criptomoeda aumentou significativamente. Assim, a moeda digital conquistou mais de 1.300% de valorização até dezembro.

Os lançamentos de novas moedas no mercado, chamados ICO, em 2017, ultrapassaram o valor de US$3,7 bilhões. Esse grande movimento causou grande euforia no mercado de criptomoedas. Mas o cenário para 2018 é diferente. Até o fim do segundo semestre, o Bitcoin já havia perdido mais da metade de seu valor.

Com os ânimos reduzidos, não é esperada uma grande valorização do Bitcoin como aconteceu no ano passado.

Além disso, o investimento em criptomoedas é considerado o mais arriscado do mercado. Não só por serem extremamente voláteis, mas pelo fato de não serem regulamentados ou recomendados pelo Banco Central. Por esse motivo, Bitcoins não entram no grupo de melhores investimentos de 2018.

Para aqueles que têm interesse de entrar nesse universo, é fundamental compreender essa modalidade de investimento e não ignorar os fatores de risco por trás das grandes valorizações vistas no passado.

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Capítulo 9

Atente-se em 2018

O que pode mudar os melhores investimentos de 2018 no 2º semestre?

Se você está pretendendo investir nesse segundo semestre de 2018, é preciso entender alguns fatores que podem mudar a realidade do mercado brasileiro. Os pontos abaixo são extremamente importantes para o futuro dos seus investimentos:

Política Brasileira
Até o fim de outubro, viveremos incertezas em relação ao futuro da política brasileira. Assim como você, o mercado escolhe candidatos favoritos e reage com seu desempenho.
O futuro da Bolsa de Valores depende da formalização das chapas, da agenda econômica de cada candidato, dos conselheiros econômicos escolhidos, do desempenho em pesquisas e de debates políticos.
A cautela é comum nesta época do ano e, com a concretização de cenários, o mercado se estabiliza ou se agita ainda mais.
Manutenção da taxa Selic
Ao que parece, o caminho de redução da taxa de juros chegou ao seu fim. Foram 12 cortes na taxa básica de juros da economia brasileira. Este processo teve início em setembro de 2016, enquanto a taxa marcava 14,25%, e encerrou em março deste ano, em seu piso histórico.
O Banco Central anunciou em ata que o COPOM decidiu pela manutenção da Selic em 6,50%, muito devido à alta do dólar.
Fraco crescimento econômico
No início do ano, era esperado que a retomada do crescimento chegasse com força total. Entretanto, essas expectativas foram frustradas com a divulgação dos primeiros indicadores econômicos.
A corrida eleitoral incerta, a paralisação dos caminhoneiros, a alta do dólar e outros fatores influenciaram diretamente nesse desempenho fraco.
Não deixe de acompanhar esses acontecimentos para saber o que o mercado guarda para seus investimentos.

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Capítulo 10

Os melhores investimentos de 2018

Ações de super e hipermercados

Carrefour (CRFB3) e Pão de Açúcar (PCAR4)

Fique de olho: ações de empresas como essas tendem a se beneficiar com o crescimento da inflação.

Ações do setor de celulose

Suzano (SUZB3) e Fibria (FIBR3)

Essas empresas se favorecem com as altas do dólar, então podem ser boas opções para este ano.

Ações de empresas siderúrgicas

Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4)

Não perca de vista: essas empresas se beneficiam com o desenvolvimento do mercado externo.

Fundos Imobiliários (FII)

AEFI11, BBPO11, BCFF11 e outros

A Selic estável em baixos patamares, o metro quadrado ainda barato e o aquecimento tímido da economia favorecem esses investimentos.

Certificados de Depósito Bancário

CDB de instituições menores

Essas instituições oferecem, normalmente, boas taxas para atrair um maior número de investidores. Não as perca de vista.

Letras de Crédito
(LCI e LCA)

Imóveis e agronegócio

Esses investimentos não só pagam uma boa rentabilidade aos seus investidores, mas como oferecem o benefício da isenção de Imposto de Renda.

Aproveite o melhor
de 2018.

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Rafael Panonko analista financeiro

Rafael Panonko

Rafael Panonko atua no mercado de ações há 9 anos e é membro da equipe do Toro Radar, onde atua como Analista. Estudou Gestão Financeira e se tornou Analista CNPI-T registrado na APIMEC. Possui muita experiência em mesa de operações, trade de dólar, índices, mercados agrícolas e derivativos, além disso foi Oficial do Exército Brasileiro durante 8 anos.